‘Uma mãe não mata seu filho’, defende-se Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel – O Globo

Redação
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‘Uma mãe não mata seu filho’, defende-se Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel – O Globo

Ré foi ouvida por cerca de seis horas no Tribunal do Júri


Monique Medeiros durante julgamento pela morte do filho, Henry Borel, em março; júri acabou adiado para ocorrer entre maio e junho
Monique Medeiros durante julgamento pela morte do filho, Henry Borel, em março; júri acabou adiado para ocorrer entre maio e junho — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo / 23-03-2026

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GERADO EM: 02/06/2026 – 17:00

Monique Medeiros nega envolvimento na morte do filho Henry Borel

Em julgamento pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros defendeu-se veementemente, negando envolvimento no crime e afirmando que “uma mãe não mata seu próprio filho”. Ela ressaltou que não tinha conhecimento das agressões supostamente cometidas por seu então parceiro, Jairinho, a quem responsabiliza pela morte do menino. Durante seis horas de depoimento, Monique manteve-se firme na alegação de inocência e frisou sua confiança no ex-companheiro na época.

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Em um dos momentos mais enfáticos de seu interrogatório no julgamento pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros voltou a negar participação no crime e afirmou aos jurados que uma mãe não seria capaz de matar o próprio filho. A professora foi ouvida por cerca de seis horas no nono dia do júri. Seu depoimento foi encerrado depois das 16h30.

— Estou há dois anos e oito meses em uma prisão no seguro. Lá não tem nenhuma mãe que matou seu filho. Lá tem mães que mataram os filhos dos outros, porque nenhuma mãe mata seu próprio filho — declarou Monique.

A afirmação foi feita quando a ré falava sobre o período em que está presa. Monique aproveitou a resposta para sustentar a tese de que não teve participação na morte de Henry, além de reforçar que acredita que o ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho — seu então companheiro e também réu no caso — foi o responsável pelo crime.

Ainda segundo Monique, a convivência com outras detentas ao longo dos últimos anos reforçou sua visão sobre a maternidade. Ao longo do interrogatório, a mãe de Henry repetiu diversas vezes que se considera inocente e disse que jamais faria mal ao filho. Em outro momento do depoimento, ela afirmou acreditar atualmente que Jairinho foi o responsável pela morte do menino.

— Hoje eu creio que quem matou meu filho foi o Jairo — disse aos jurados.

Sustentando que não teve participação na morte do filho, Monique afirmou ainda que, se tivesse que ser julgada por algo que teria feito, deveria ser por sua reação ao descobrir o que aconteceu com Henry.

— Se eu estivesse aqui respondendo por alguma coisa, seria pelo homicídio do Jairo — afirmou.

A fala ocorreu durante a reta final de um interrogatório marcado por momentos de emoção, choro e referências frequentes à relação que mantinha com o filho. Desde o início do depoimento, Monique sustentou que não tinha conhecimento das agressões que, segundo a acusação, antecederam a morte de Henry e afirmou que confiava em Jairinho na época dos fatos.

A declaração integra a principal linha de defesa apresentada pela ré no julgamento: a de que não participou do crime, não tinha conhecimento das agressões e também teria sido enganada pelo então companheiro.

Caso Henry: Julgamento de Jarinho e Monique:

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