Treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão é preso em Manaus por suspeita de crimes sexuais contra alunas

Redação
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Treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão é preso em Manaus por suspeita de crimes sexuais contra alunas

A Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira, 28 de abril, mandado de prisão temporária contra Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão. O treinador de jiu-jitsu, de 47 anos, foi detido em Manaus, onde também atua como policial civil. A medida vale por 30 dias e atende decisão da 2ª Vara de Crimes praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo.

As investigações envolvem suspeitas de estupro de vulnerável, importunação sexual e outros crimes contra alunas menores de idade. Uma das denúncias partiu de uma adolescente de 17 anos que relatou abusos durante uma viagem para competição no exterior. Outras possíveis vítimas foram identificadas ao longo da apuração.

Denúncias partiram de alunas e levaram a mandado de São Paulo

A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo conduziu a investigação inicial. A delegada solicitou a prisão temporária após colher depoimentos e reunir indícios. O juiz decretou a medida no dia 23 de abril. Melqui Galvão viajou para Manaus menos de 24 horas antes da efetivação da ordem. Ele se apresentou às autoridades locais e teve o mandado cumprido.

A polícia cumpriu ainda buscas e apreensões. Os investigadores identificaram ao menos três possíveis vítimas. Os fatos teriam ocorrido em contexto de treinos e viagens relacionadas ao esporte. Melqui Galvão atuava como treinador em academia de referência e formou diversos atletas de alto rendimento.

  • Denúncia principal envolve adolescente de 17 anos e viagem internacional
  • Investigadores encontraram indícios de importunação sexual e ameaça
  • Polícia de São Paulo e Amazonas atuaram de forma integrada
  • Prisão temporária permite continuidade das oitivas e perícias
academia de Melqui Galvão
academia de Melqui Galvão – Google Maps

Mica Galvão se manifesta sobre o caso do pai

O multicampeão mundial Mica Galvão, de 22 anos, usou as redes sociais para comentar a prisão do pai e treinador. Ele reconheceu a importância de Melqui Galvão em sua trajetória, desde os primeiros treinos na infância até as conquistas recentes. Ao mesmo tempo, o atleta repudiou qualquer forma de violência ou assédio.

“É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele”, escreveu Mica Galvão. Ele acrescentou que a Justiça deve investigar os fatos com seriedade e cumprir seu papel. O jovem destacou valores pessoais contra qualquer tipo de abuso.

O pronunciamento ocorreu poucas horas após a notícia da prisão. Mica Galvão evitou detalhes específicos do inquérito e focou na necessidade de apuração. A manifestação ganhou repercussão imediata dentro e fora da comunidade do jiu-jitsu.

Federações de jiu-jitsu banem Melqui Galvão

A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) emitiram notas oficiais. As entidades condenaram os atos atribuídos ao treinador e anunciaram banimento definitivo. Melqui Galvão fica impedido de participar de eventos, competições ou atividades promovidas por elas.

As federações destacaram a proteção à integridade de praticantes, especialmente crianças e adolescentes. O caso reforça protocolos de segurança adotados por organizações do esporte de combate. Treinadores e academias devem seguir diretrizes de prevenção e denúncia.

Melqui Galvão atuava como instrutor na Polícia Civil do Amazonas

Além da carreira no jiu-jitsu, Melqui Galvão era investigador da Polícia Civil do Amazonas. Ele trabalhava como instrutor de defesa pessoal. Após a prisão, a corporação afastou o servidor. A Secretaria de Segurança Pública informou que acompanha o caso e adotará as medidas administrativas cabíveis.

O duplo papel do suspeito — treinador renomado e policial — aumentou o impacto da notícia. Autoridades dos dois estados colaboraram para o cumprimento do mandado. O inquérito segue em sigilo para preservar a identidade das vítimas e o andamento das diligências.

Comunidade do jiu-jitsu reage às denúncias

O episódio gerou comoção entre atletas, professores e alunos de jiu-jitsu. Muitos expressaram apoio às possíveis vítimas e cobraram investigação rigorosa. Academias e equipes reforçaram orientações sobre conduta ética. O caso expõe desafios de hierarquia e confiança em ambientes de treinamento.

Melqui Galvão era referência técnica e já havia formado campeões. Sua prisão temporária interrompe atividades da equipe BJJ College. A defesa do treinador ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações. O processo judicial segue com coleta de provas e oitiva de testemunhas.

A Polícia Civil mantém o trabalho para esclarecer todos os fatos. A prisão temporária de 30 dias permite aprofundamento das investigações sem prejuízo ao direito de defesa. Qualquer conclusão sobre culpa depende de sentença transitada em julgado.

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