Tecnoshow em Rio Verde tem queda de visitantes e de 30% na geração de negócios

Redação
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Tecnoshow em Rio Verde tem queda de visitantes e de 30% na geração de negócios

A edição mais recente da Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde, foi marcada por um cenário de retração. O evento registrou redução no número de visitantes e uma queda de cerca de 30% na geração de negócios, refletindo um momento de maior cautela por parte do setor agropecuário.

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Segundo os organizadores, a feira reuniu aproximadamente 120 mil pessoas, número inferior ao do ano anterior, quando o público foi cerca de 20 mil maior. Além disso, o volume de comercialização também recuou, em um contexto considerado desafiador por lideranças do setor.

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A Tecnoshow, promovida pela cooperativa Comigo, já começou sem divulgar projeções financeiras — algo inédito até então. Em 2025, o evento havia movimentado cerca de R$ 10 bilhões em intenções de negócios, mas, neste ano, os dados absolutos não foram revelados, apenas o percentual de queda.

O presidente do conselho de administração da cooperativa, Antônio Chavaglia, afirmou que o momento exige prudência. Segundo ele, o cenário atual é marcado por custos elevados e incertezas, o que impacta diretamente nas decisões de investimento dos produtores rurais.

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Apesar da retração, o evento manteve relevância como vitrine de tecnologia e inovação no campo. “Mais do que os resultados imediatos, o produtor segue buscando informação e oportunidades para tomar decisões mais seguras”, destacou.

Agro em cautela nas feiras agrícolas

O cenário observado em Rio Verde acompanha uma tendência nacional. Em 2026, o agro tem adotado uma postura mais cautelosa diante de incertezas econômicas e políticas, o que tem refletido diretamente nas principais feiras do setor.

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Eventos tradicionalmente responsáveis por movimentar bilhões em negócios passaram a evitar a divulgação de estimativas de faturamento. É o caso da Agrishow, uma das maiores do país, que também optou por não antecipar projeções neste ano.

Já a Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul, deixou de divulgar dados de negócios desde 2025, indicando uma mudança no comportamento das organizações em meio ao cenário de incerteza.

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Queda no faturamento e fatores econômicos

A desaceleração do setor agropecuário está ligada a uma combinação de fatores. Entre eles, estão os preços das commodities agrícolas, como soja e milho, a valorização do real, que impacta diretamente os juros, e a manutenção de taxas elevadas no crédito rural.

Além disso, produtores enfrentam dificuldades como inadimplência e maior restrição no acesso a financiamentos. O contexto político, especialmente em ano eleitoral, também contribui para um ambiente de insegurança nas decisões de investimento.

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Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos indicam que o faturamento do setor deve cair cerca de 8% em 2026. Nos últimos meses, a retração já vinha sendo registrada, com queda de 7% no acumulado recente e recuo de 15,6% apenas em janeiro.

Feiras refletem momento do agro

A cautela também tem sido reforçada por lideranças do setor. Durante a abertura da Tecnoshow, o presidente-executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel de Souza, destacou que o momento não é de expansão indiscriminada.

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Segundo ele, a recomendação é priorizar investimentos essenciais e evitar aquisições que não sejam necessárias para o dia a dia da produção rural.

Enquanto isso, outras feiras apresentam comportamentos distintos. A Show Rural Coopavel, realizada no Paraná, registrou recorde de R$ 7,5 bilhões em intenções de negócios, destoando da tendência geral, embora dados da própria Abimaq apontem queda nas intenções de compra entre empresas do setor.

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*Com informações da Folha de São Paulo

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