Amauri Ribeiro (PL) tem suspensão confirmada na Alego: “boi de piranha”

Redação
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Amauri Ribeiro (PL) tem suspensão confirmada na Alego: “boi de piranha”

Em discurso inflamado, Amauri Ribeiro disse não concordar com a decisão e acusou o Conselho de Ética de agir para dar “resposta à imprensa”

Imagem do deputado

Plenário da Alego confirmou punição por 23 votos a 4, enquanto Bia de Lima (PT) foi absolvida no mesmo processo (Foto: vídeo da votação Alego)

Inglid Martins

O Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) confirmou, nesta quinta-feira (11/6), a suspensão do deputado Amauri Ribeiro (PL). A decisão do Conselho de Ética foi validada por 23 votos favoráveis e quatro contrários. A medida afeta apenas o direito do político em se manifestar na tribuna. O afastamento do palanque é válido por 30 dias. Ele tem 15 dias para recorrer, mas afirmou que abrirá mão do direito à contestação.

A intervenção decore de uma confusão protagonizada entre Amauri e a colega da oposição Bia de Lima (PT) em maio deste ano. A petista foi absolvida das acusações, que incluíram troca de ofensas.

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Último discurso

Ainda durante a votação que confirmou a punição, Amauri utilizou a tribuna para se manifestar uma última vez. No pronunciamento, direcionado à imprensa, o parlamentar usou gestos enfáticos e afirmou que não aceitaria o veredito passivamente. Ele classificou a si mesmo como um “boi de piranha” — termo rural usado para designar quem é sacrificado para livrar terceiros.

Durante sua fala, o deputado do PL alegou sofrer com uma suposta disparidade de critérios por parte do Conselho de Ética. Ele afirmou que também foi alvo de ofensas de cunho pessoal por parte de Bia de Lima, que o teria chamado de “chapeludo, botinudo e analfabeto” em ocasiões anteriores, além de desferir provocações sobre sua vida privada.

“Eu sou hétero e tenho muito orgulho, sou pai de três filhas. E eu não acredito que as minhas filhas assistindo isso ficaram felizes. Isso tudo foi dito por essa deputada”, desabafou o parlamentar, argumentando que o conselho o condenou simplesmente por ter “discutido com uma mulher”.

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Questionamentos à relatoria e ao Conselho

O tom do pronunciamento subiu quando Amauri Ribeiro questionou a lisura do processo que ele próprio havia protocolado contra a petista. O parlamentar acusou a relatora de sua representação — a quem se referiu como uma aliada “tão de esquerda quanto ela” — de agir com parcialidade e amizade pessoal para blindar a deputada do PT, ignorando testemunhos que supostamente favoreciam a sua versão.

Apesar do forte apelo em plenário, a tese de defesa de Ribeiro encontrou pouco eco entre os pares. O relatório que determinou a suspensão do parlamentar foi assinado pelo deputado Dr. George Morais (MDB) e isolou o político do PL na votação. Além do próprio Amauri, apenas os deputados André do Premium (UB), Gustavo Sebba (PSDB) e Ricardo Quirino (Republicanos) registraram votos contrários à punição de 30 dias longe da tribuna.

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