Surtos de hantavírus em navio de cruzeiro atingem passageiros dos Estados Unidos e França

Redação
By
6 Min Read
Surtos de hantavírus em navio de cruzeiro atingem passageiros dos Estados Unidos e França

O sistema de saúde global monitora a expansão dos casos de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, que agora atinge cidadãos dos Estados Unidos e da França. A embarcação iniciou o processo de evacuação no Porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde passageiros desembarcaram sob protocolos rígidos de isolamento. Um norte-americano testou positivo recentemente e um viajante francês começou a apresentar sintomas característicos da infecção. Até o momento, as autoridades confirmaram três mortes relacionadas ao surto.

As operações de repatriação utilizam aviões militares e jatos governamentais para levar os viajantes de volta aos seus países de origem. O monitoramento segue intenso porque o cenário inicial, que indicava ausência de sintomas nos mais de 140 ocupantes, foi alterado drasticamente nos últimos dias. Pelo menos oito pessoas já foram diagnosticadas ou são tratadas como casos suspeitos. Uma das vítimas permanece em estado grave em uma unidade de terapia intensiva. Investigadores concentram os esforços na Argentina para entender como o vírus entrou no navio.

Passageiros americanos e franceses entram na lista de infectados pelo vírus

A confirmação de que um cidadão dos Estados Unidos contraiu o hantavírus elevou o alerta das autoridades sanitárias da América do Norte. O paciente estava entre as dezenas de pessoas que aguardavam a liberação para voar após o navio ancorar na Espanha. Simultaneamente, a França notificou que um de seus nacionais desenvolveu febre e dores musculares logo após o desembarque nas Ilhas Canárias. Esses novos registros mostram que o período de incubação do vírus pode estar chegando ao fim para muitos que estavam a bordo.

O processo de evacuação em Tenerife envolveu uma logística complexa para evitar o contato dos passageiros com a população local. Ônibus fretados levaram os grupos diretamente do porto para a pista do aeroporto, onde aeronaves de diversos governos aguardavam. Médicos espanhóis e representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanharam cada etapa da operação. A prioridade agora é garantir que todos os países que receberem esses cidadãos mantenham regimes de quarentena rigorosos.

hantavirus
hantavirus – Soumyabrata Roy/Shutterstock.com

Investigação aponta que surto de hantavírus começou em porto na Argentina

Os especialistas em epidemiologia da Oceanwide Expeditions e da OMS traçaram a rota do MV Hondius para identificar o ponto zero da contaminação. O navio partiu de águas argentinas no dia 1º de abril, o que coloca o país sul-americano no centro das atenções das autoridades. O hantavírus é geralmente transmitido por roedores, e a suspeita é que suprimentos contaminados ou a presença de animais no porto de partida tenham iniciado o ciclo. Não há registro, até agora, de que a transmissão tenha ocorrido diretamente entre humanos dentro das cabines.

  • Ponto de partida: Porto na Argentina no início de abril.
  • Número de mortes: Três óbitos confirmados durante a viagem.
  • Passageiros afetados: Mais de 140 pessoas de diversas nacionalidades.
  • Local de evacuação: Porto de Granadilla, em Tenerife, Espanha.
  • Novos países com casos: Estados Unidos e França confirmaram registros hoje.

A equipe técnica analisa amostras de alimentos e do sistema de ventilação da embarcação para descartar outras vias de infecção. Embora o hantavírus seja mais comum em áreas rurais, o confinamento em um navio de cruzeiro criou um ambiente atípico para a propagação. A Argentina colabora com o envio de dados sobre as populações locais de roedores e os níveis de infecção por hantavírus em suas províncias portuárias. Os resultados definitivos dos testes laboratoriais de ambiente devem demorar cerca de duas semanas para serem concluídos.

Protocolos de segurança em aeroportos são reforçados para receber viajantes

O retorno dos passageiros aos seus países de origem acontece sob vigilância sanitária máxima para impedir novos focos. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) preparou unidades isoladas para receber o cidadão infectado e monitorar os demais ocupantes do voo. Na França, o ministério da saúde emitiu um comunicado interno para hospitais sobre os sintomas específicos apresentados pelo viajante do MV Hondius. A estratégia visa evitar que qualquer caso passe despercebido pelos sistemas de triagem convencionais.

O esforço internacional busca mitigar o impacto de uma possível disseminação urbana do vírus através de viajantes internacionais. A OMS ressaltou que, embora o hantavírus não tenha o mesmo potencial pandêmico de vírus respiratórios comuns, sua taxa de letalidade é considerada alta. O caso do MV Hondius serve como um alerta para a indústria de cruzeiros sobre o controle de pragas em terminais logísticos internacionais. Governos da Europa e das Américas seguem em contato constante para compartilhar atualizações sobre o estado de saúde de todos os repatriados.

Compartilhe