Setor central de Portugal impressiona na Copa de 2026 e promete impulsionar Cristiano Ronaldo em busca de título inédito

Redação
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Setor central de Portugal impressiona na Copa de 2026 e promete impulsionar Cristiano Ronaldo em busca de título inédito

Com o lema “Vai dar Portugal”, a seleção portuguesa inicia sua jornada na Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira, 17 de junho, às 14h (horário de Brasília), enfrentando a seleção da RD Congo em Houston, nos Estados Unidos. Apesar de buscar seu primeiro título mundial, a confiança da equipe é alta, e o slogan adotado está longe de ser um exagero.

O time de Portugal é apontado como um dos favoritos na competição, não apenas pela presença de Cristiano Ronaldo, que aos 41 anos fará sua provável despedida em sua sexta participação no torneio, mas também por um elenco repleto de talentos. Entre todos os setores do campo, o meio-campo se destaca de forma particular.

A equipe surpreende pela abundância de talentos na faixa central, com jogadores como Vitinha (Paris Saint-Germain, França), Bruno Fernandes (Manchester United, Inglaterra), Bernardo Silva (ex-Manchester City, Inglaterra), João Neves (Paris Saint-Germain, França) e Rúben Neves (Al-Hilal, Arábia Saudita). Essa variedade de opções oferece ao técnico espanhol Roberto Martínez um vasto cardápio tático. Martínez, que tenta superar a decepção da Copa de 2022 com a Bélgica, já mostrou sua capacidade ao ser campeão da Liga das Nações com Portugal no ano passado.

Estratégias táticas e a versatilidade de Bernardo Silva

Nos amistosos preparatórios para o Mundial, Roberto Martínez priorizou uma formação com dois atacantes pelas pontas, abrindo mão de um dos meias, geralmente no esquema 4-3-3. Nomes como Rafael Leão (Milan, Itália), Francisco Conceição (Juventus, Itália) e Pedro Neto (Chelsea, Inglaterra) foram as escolhas mais frequentes para essas posições. Dentro dessa configuração, a flexibilidade de Bernardo Silva se torna ainda mais vital para a equipe.

O comentarista Rodrigo Coutinho, do Grupo Globo, ressalta a capacidade de Bernardo Silva de atuar em múltiplas funções. Ele explica que o jogador pode desempenhar o papel de segundo homem de meio-campo, posição familiar em sua carreira sob o comando de Martínez e também de Pep Guardiola no Manchester City. Além disso, pode atuar como meia central, mais próximo dos atacantes, uma função que exige bastante dele devido à atuação em espaços curtos e de costas para o gol, similar ao que Bruno Fernandes faz. Por fim, Bernardo Silva também pode ser escalado como um falso ponta pela direita, buscando o centro do campo.

Qualidade do setor central e o benefício para Cristiano Ronaldo

Diante de um nível de concorrência tão elevado, Rodrigo Coutinho considera o meio-campo de Portugal o melhor da Copa do Mundo de 2026, posicionando o setor da Espanha (com Rodri, Fabián Ruiz e Pedri) ligeiramente abaixo. O comentarista aposta que o entrosamento da dupla Vitinha e João Neves, ambos do PSG, pode ser decisivo. Mais à frente, Bruno Fernandes chega ao Mundial vivendo um dos pontos altos de sua carreira, tendo se tornado o recordista de assistências na história da Premier League, com 21 passes para gol.

Quem mais se beneficia dessa riqueza de opções no meio-campo é Cristiano Ronaldo, que assume a responsabilidade de finalizar as jogadas. Aos 41 anos, o craque soma oito gols em Copas do Mundo e é o único atleta a balançar as redes em cinco edições distintas do torneio (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022). Apesar da idade avançada, ele garante estar em excelentes condições físicas para o que será, provavelmente, sua última participação em Mundiais, respondendo com bom humor a um jornalista português: “Não viu os últimos jogos?”.

Papéis distintos: Portugal, Argentina e o possível confronto de quartas de final

A Argentina de Lionel Messi é outra seleção que se destaca pela solidez de seu meio-campo, e, assim como Cristiano Ronaldo, Messi deve disputar sua sexta e última Copa do Mundo. Embora ambas as equipes tenham no setor central uma de suas grandes forças, a forma como seus craques atuam na construção e na definição das jogadas apresenta diferenças significativas.

Caso terminem na primeira colocação de seus respectivos grupos, Portugal e Argentina poderão se encontrar nas quartas de final, em um embate que poderá marcar a despedida de dois dos maiores gênios do futebol. Rodrigo Coutinho explica que a Argentina, embora dependa de Messi para concluir jogadas, controla o ritmo do jogo com um meio-campo coeso formado por Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister, além de Almada. Já Cristiano Ronaldo participa menos da construção e se foca mais na finalização. Pelos lados, Portugal conta com jogadores capazes de desequilibrar no um contra um, como Rafael Leão, mais forte na condução de bola, e Francisco Conceição e Trincão, que se destacam pelo drible curto em espaços reduzidos.

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