O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou as saídas da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, de suas respectivas pastas para disputar as eleições deste ano.
A exoneração de ambos está publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (3/4).
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Gleisi deixa o governo para ser candidata ao Senado pelo Paraná, enquanto Alckmin será novamente vice de Lula na disputa à reeleição. Ele deixa o ministério, mas permanece na vice-presidência.
A oficialização das saídas se soma à de pelo menos outros 15 ministros que concorrerão a cargos eletivos neste ano. De acordo com a legislação eleitoral, autoridades que desejam disputar cargos diferentes daqueles que ocupam devem deixar o posto até seis meses antes do pleito.
O prazo para desincompatibilização se encerra neste sábado (4/4).
Os substitutos dos agora ex-ministros ainda não estão definidos.
Como mostrou o Metrópoles, Lula ainda não bateu o martelo sobre quem substituirá Gleisi na articulação política do governo. A pasta é uma das mais importantes da Esplanada por ser estratégica para a governabilidade nos momentos finais do mandato e para garantir a aprovação de projetos relevantes em tramitação no Congresso, como o fim da escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
A indefinição se deve ao fato de o presidente avaliar que o nome escolhido precisa ser de total confiança.
Inicialmente, o plano era promover o atual chefe do Conselhão, Olavo Noleto, ao cargo de ministro. Nos últimos dias, porém, Lula passou a considerar alternativas com maior trânsito no Congresso, já que Noleto é visto como um perfil mais técnico. Ele foi secretário-executivo de Relações Institucionais entre 2023 e abril de 2025, durante a gestão de Alexandre Padilha à frente da pasta.
Desde então, alguns nomes foram ventilados para a vaga, como o do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), e o do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Ambos, contudo, negam a movimentação.
Diante da falta de opções, integrantes do PT apostam que Lula pode reconsiderar o nome do secretário, visto por parte do governo como uma “opção funcional” para o momento.
Enquanto a definição não sai, a pasta deve ser conduzida interinamente pelo secretário-executivo, Marcelo Almeida Costa, a partir da próxima semana, até a nomeação do novo titular.
Substituto de Alckmin
Nessa quinta-feira (2/4), durante café com jornalistas para encerrar sua gestão à frente do MDIC, Alckmin brincou que quem o substituiria seria “o Márcio”. Isso porque os nomes ventilados para a chefia da pasta eram o do agora ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e o secretário-executivo do ministério, Márcio Elias Rosa.
No entanto, em conversa com Lula no Palácio da Alvorada nessa quinta-feira, França decidiu deixar o governo para atuar na campanha em São Paulo. Ainda não há definição sobre uma eventual candidatura ao Senado, mas ele ficará à disposição para apoiar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad na disputa ao governo de São Paulo. França chegou a lançar pré-candidatura ao governo paulista, mas perdeu espaço para Haddad.
Com isso, quem deve assumir o lugar de Alckmin é Elias Rosa.


