Domingo, 1 de novembro de 2026
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Saiba quem são os cotados para assumir o Ministério da Fazenda

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Saiba quem são os cotados para assumir o Ministério da Fazenda
Brasil

Além de Rafael Fonteles (PT-PI), outros nomes são cotados para assumir o Ministério da Fazenda e a chefia da área econômica em 2027

Washington Costa/MF
assumir o Ministério

Sobre o tema envolvendo assumir o Ministério, além disso, menos de uma semana depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25/10), o mercado financeiro já especula qual será o novo nome a comandar uma das pastas mais importantes da Esplanada dos Ministérios, o Ministério da Fazenda.

Dessa forma, atualmente, o órgão é liderado pelo ministro Dario Durigan, que assumiu o cargo no começo do ano, após Fernando Haddad deixar a posição para concorrer ao governo de São Paulo. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a assumir o Ministério continuam sendo acompanhados com atenção.

Com isso, para o governo Lula 4, uma das principais preocupações do mercado está relacionada a necessidade de um ajuste das contas públicas, principalmente após o conjunto de medidas anunciadas pelo presidente durante a campanha eleitoral. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de assumir o Ministério nos últimos dias.

Nesse sentido, O novo nome a comandar a pasta trabalhará ainda mais pressionado do que Haddad, que assumiu a Fazenda após a gestão de Paulo Guedes, ministro da Economia do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Especialistas destacam que novas atualizações sobre assumir o Ministério devem surgir em breve.

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Há época, Haddad teve de reequilibrar as contas públicas, no entanto, agora é necessário passar ao mercado credibilidade fiscal, realizar ajustes no orçamento e manter os compromissos assumidos por Lula.

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Diante deste cenário, alguns nomes estão sendo cogitados para assumir o cargo, que o escritor e consultor de risco Thomas Traumann classificou como “o pior emprego do mundo” em livro.


Os principais nomes no bolão

  • Rafael Fonteles, governador do Piauí;
  • Dario Durigan, atual ministro da Fazenda;
  • Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República.

O primeiro dos cotados é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O piauiense assumiu protagonismo durante o segundo turno da campanha presidencial, quando esteve mais perto de Lula. Historicamente, o Piauí é um estado importante para Lula por ter uma tradição de votação expressiva no petista.

Nas eleições de 2022, quando Lula voltou ao poder, foi apoiado no Estado por Wellington Dias, então governador, que veio a ser eleito senador e posteriormente foi convidado a comandar o ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, cargo que ainda ocupa.

Além de ser um nome de confiança do presidente, Fonteles é formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), sendo um dos nomes mais premiados da graduação. O governador também ocupou a vaga de secretário de Fazenda e de presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Apesar de ser um nome preparado para o cargo, que agradaria ao governo e ao mercado, Fonteles tem afirmado em entrevistas que não discutiu o assunto com o presidente. Pesa contra ele o voto de milhares de piauienses para governador — reeleito em 1º turno com 70,90% dos votos, o maior percentual de um governador brasileiro.

Interlocutores afirmam que é um movimento arriscado abandonar o governo para assumir um ministério.

Dario Durigan

Outro nome estudado pelo governo é o do atual ministro. Durigan é visto como figura leal ao presidente, que tem boa interlocução com o mercado financeiro e que já comandou temas importantes como líder da equipe econômica.

O ministro já destacou, no entanto, que Fonteles seria um “excelente nome” para o cargo. Ele também afirmou que ainda não conversou com Lula sobre o futuro da Fazenda.

Durigan já trabalhou na Advocacia-Geral da União (AGU) e ocupou diversos cargos na administração pública. No setor privado, foi diretor de políticas públicas do WhatsApp. Durante a maior parte do governo Lula 3, foi secretário-executivo da Fazenda, sendo o número 2 de Haddad.

Foi durante a gestão Durigan, por exemplo, que o governo editou a Medida Provisória (MP) que proíbe a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. Ele também participou de anúncios importantes, como o Desenrola e Desenrola Mei.

Bruno Moretti

Outro nome cotado para o cargo é o de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), e que antes atuou na Casa Civil e no conselho da Petrobras.

Ele é economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Além disso, é servidor da carreira do MPO, desde 2004. Moretti tem bom trânsito no Congresso Nacional e no mercado financeiro, sendo reconhecido por ter um perfil mais técnico.

O ministro foi responsável por articular diversas pautas relevantes com o Congresso, como a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas, o que pode reduzir as despesas do governo na ordem de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Com a medida, o governo não terá que aumentar o valor destinado aos pisos mínimos de saúde e educação em decorrência da alta da arrecadação com petróleo, devido a guerra no Oriente Médio.

Geraldo Alckmin

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também tem sido cotado para assumir a vaga. Durante grande parte do governo Lula 3, Alckmin foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

O nome agrada os mercados, por entender que Alckmin tem um perfil mais técnico e focado na organização das contas públicas.

Pesa contra ele, no entanto, a disponibilidade que o cargo necessita. Como Alckmin foi reeleito na chapa de Lula, deve se dedicar as demandas de que o cargo exige, portanto, não ficaria tão disponível para conversas com o mercado financeiro e Congresso Nacional.

Apesar disso, a condução do vice-presidente nas negociações das tarifas com os Estados Unidos (EUA) fez com que o nome ganhasse ainda mais destaque para assumir o cargo.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás