Raphael Sousa Oliveira, de 30 anos, ostenta vida de luxo nas redes sociais. Operação também deteve MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Dono da Choquei é conhecido por ostentar nas redes sociais (Foto: divulgação/Instagram)
O influenciador Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, preso em Goiânia por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro usado para ocultar R$ 1,6 bilhão, segundo a Polícia Federal (PF), é sócio-administrador de duas empresas ligadas ao portal de notícias do mundo das celebridades. A primeira foi fundada em 2019, enquanto a segunda foi aberta em 2021. As companhias e a conduta dele são investigadas em operação que cumpre mandados em outros sete estados e culminou na prisão dos funkeiros funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo nesta quarta-feira (15/4).
Com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, a “Choquei” é anunciada como uma página de “fofocas exclusivas”, com informações sobre famosos, bastidores de produções de programas de televisão e novidades do setor de entretenimento. A página já esteve envolvida em outras polêmicas, como a morte de uma jovem alvo de fake news em 2023.

Raphael também é conhecido por ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, onde costuma compartilhar registros ao lados de famosos, como o apresentar Luciano Hulk e Simone Mendes, além de viagens para destinos paradisíacos, como a Tailândia e Dubai, nos Emirados Árabes.
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Lavagem de dinheiro
Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos. A ação acontece em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e no Distrito Federal.
O grupo movimentou R$ 1,6 bilhões em cerca de 24 meses. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens de 77 alvos, entre empresas e pessoas físicas.
Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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