Secretário de Estado norte-americano inclui Brasil ao lado de Nicarágua, Cuba e Venezuela como nações que apresentam desafios
Reprodução/X @WhiteHouse – 4.mar.2026
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou nesta 3ª feira (2.jun.2026) o Brasil como um dos países que representam desafios para a política externa norte-americana. A declaração foi feita durante audiência no Congresso dos EUA.
Ao avaliar o cenário político do hemisfério, Rubio afirmou que Washington conta atualmente com uma coalizão de mais de uma dúzia de países considerados aliados. Em seguida, citou Brasil, Cuba, Nicarágua e Venezuela como exceções dentro da região.
Assista (48s):
Segundo o secretário, o Brasil vive um ciclo eleitoral, fator que influenciaria o atual momento da relação bilateral. Rubio também mencionou a Colômbia, afirmando que o governo do presidente Gustavo Petro tem sido “problemático”.
“Nós agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis de mais de uma dúzia (…). É uma história incrível, exceto por Nicarágua, por Cuba, por Venezuela, que ainda têm alguns desafios, e, claro, o Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral (…). Em geral, é agora uma região repleta de aliados americanos”
Durante a audiência, Rubio não detalhou quais critérios utilizou para incluir o Brasil no grupo de países considerados desafiadores para os interesses norte-americanos. Tampouco especificou quais nações integram a coalizão de governos classificados por ele como aliados dos Estados Unidos.
A fala ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington. Nos últimos dias, Rubio anunciou que os Estados Unidos pretendem classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras, medida criticada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além disso, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), propôs na 2ª feira (1º.jun.2026) uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. Leia a íntegra (PDF – 915 kB).


