Roraima terá primeira conta de luz mais cara após estreia na bandeira tarifária – Folha BV

Redação
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Roraima terá primeira conta de luz mais cara após estreia na bandeira tarifária – Folha BV

Recém-interligado ao sistema elétrico nacional, Roraima terá, em maio, a primeira cobrança de taxa adicional na conta de energia desde janeiro, quando estreou no sistema de bandeira tarifária.

Nessa sexta-feira (24), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou bandeira amarela para o próximo mês, sendo também o primeiro aumento de 2026 no restante do País. Isso significa que os consumidores terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora.

“O anúncio ocorre devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”, disse a Aneel, em comunicado. “Os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”.

De acordo com a agência Estadão Conteúdo, a possibilidade do fenômeno crimático El Niño no segundo semestre deste ano, com efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Desde janeiro deste ano, cerca de 213 mil unidades consumidoras nos 15 municípios de Roraima pagam, em média, uma conta 24,13% mais cara em relação a 2025. O reajuste médio para quem usa rede de alta tensão foi de 28,93%, enquanto clientes de baixa tensão tiveram alta de 22,90%.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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