O Republicanos não lançará o senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais. A informação foi divulgada pelo O Globo nesta tarde de quarta-feira (29) por meio de nota da legenda. “O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.”
Por meses, o nome do senador era incerto na disputa do Executivo do segundo maior colégio eleitoral do País. Contudo, na terça-feira (28), após o congressista sinalizar interesse na disputa, o próprio partido reviu a posição e deve apoiar o ex-secretário da Casa Civil de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP).
O PP deve caminhar com o PL. Aro, inclusive, participou de reunião com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do presidenciável, na terça-feira.
LEIA MAIS:
A ideia era que o nome do PP entrasse na chapa do governador Matheus Simões (PSD) como candidato ao Senado. O cenário, todavia, mudou após o senador Carlos Viana (PSD) ocupar o espaço para concorrer à reeleição.
Cleitinho tem liderado as pesquisas de intenção de voto. Porém, o Republicanos o considera um político instável, que pode até mesmo fazer críticas aos integrantes do próprio partido na campanha. Apesar de não ter se manifestado após a decisão do Republicanos, fontes indicam que ele ainda não desistiu.
Confira a nota do Republicanos:
“O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Leia mais
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.
Republicanos de Minas Gerais Executiva Estadual
Republicanos Executiva Nacional”




