Além disso, durante coletiva sobre as ações de segurança para as eleições deste ano, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO), desembargadora Elizabeth Maria da Silva, afirmou que a maior preocupação é com a vigilância das urnas eletrônicas, que já chegam ao local na véspera da eleição. “É preciso haver vigilância a noite toda, até o início, às 7h, quando os mesários começam a chegar para instalar, ligar e preparar a urna”, declarou nesta quinta-feira (10).
Dessa forma, O encontro no auditório da sede do Tribunal, na Praça Cívica, em Goiânia, faz parte do projeto “Alinhamento Institucional com as Forças de Segurança para as Eleições Gerais de 2026”, coordenado pela Comissão Permanente de Segurança (CPS) do TRE-GO, e tem como objetivo planejar de forma conjunta as ações voltadas à segurança do pleito. Com isso, segundo a presidente da Corte, a segurança do eleitor também é um ponto de destaque.
“Então, esse é o objetivo primordial dessa reunião: a segurança das urnas eletrônicas, a segurança do eleitor, para que as eleições sejam tranquilas, serenas, e transcorram dentro da normalidade”, enfatizou. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a TRE continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, segundo ela, outro ponto é o combate direto à boca de urna e à compra de votos nas vésperas e no dia da eleição. “Quanto à boca de urna, é imprescindível que o eleitor esteja preparado para rejeitar qualquer proposta no local de votação.” Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de TRE nos últimos dias.
Ela pontuou que há pessoas que aproveitam o momento da chegada do eleitor para pressioná-lo e até tentar comprar votos. “A escolha dele [do eleitor] é livre”, ressaltou, alertando para a gravidade dos ilícitos. “Tudo isso gera penas pesadíssimas, como a cassação do diploma e a perda do mandato eletivo.” Especialistas destacam que novas atualizações sobre TRE devem surgir em breve.
TRE: Regra dos 100 metros
A presidente ainda revelou informações operacionais durante sua fala. Segundo ela, atuam de forma conjunta no pleito a Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Desde a véspera, as forças de segurança atuam para proteger os prédios onde estão as urnas até a chegada dos mesários. Na ocasião, ela também citou a existência da regra dos 100 metros, na qual a Polícia Militar (PM) e outras forças operacionais devem respeitar a distância mínima dos locais de votação, salvo quando requisitadas pela Justiça Eleitoral. A medida visa evitar qualquer tipo de coação.
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