Red Bull anuncia saída de Yuki Tsunoda para 2026 e promove Hadjar ao lado de Verstappen
A equipe Red Bull anunciou nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, em Doha, no Catar, as mudanças na escalação de pilotos para a temporada 2026 da Fórmula 1. Yuki Tsunoda, japonês de 25 anos, deixa o cockpit principal após um ano irregular, abrindo espaço para o francês Isack Hadjar, de 21 anos, que se junta a Max Verstappen, tetracampeão mundial. A decisão ocorre um dia após o GP do Catar, com o objetivo de fortalecer a competitividade sob novas regras técnicas.
Verstappen, líder do campeonato com 396 dos 426 pontos da equipe, permanece como pilar, enquanto Hadjar, destaque na equipe irmã Racing Bulls com 51 pontos e um pódio no GP da Holanda, assume o desafio. Tsunoda, promovido em abril após o GP do Japão, não pontuou no top 5 em nenhuma corrida principal.
A Racing Bulls, por sua vez, mantém Liam Lawson, neozelandês de 23 anos, e promove o britânico-sueco Arvid Lindblad, de 18 anos, direto da Fórmula 2. Lawson, com 33 pontos na temporada, superou Tsunoda em cinco unidades após retorno à equipe secundária.
O anúncio reforça a estratégia de renovação da Red Bull, que terminou o ano em terceiro no construtores, atrás da McLaren.
Desempenho de Tsunoda na Red Bull em 2025
Tsunoda assumiu o volante principal em abril, substituindo Liam Lawson após duas corridas iniciais sem pontos. O japonês completou 18 GPs, mas enfrentou dificuldades de adaptação ao carro RB21.
Sua melhor colocação veio no Sprint do Catar, em quarto lugar, mas nas corridas principais, o máximo alcançado foi o oitavo posto, em Silverstone. A equipe priorizou o suporte a Verstappen na luta pelo título, o que limitou oportunidades de risco para Tsunoda.
- Pontos totais: 28, contra 396 de Verstappen.
- Poles: Nenhuma, com qualificações médias em 12º.
- Abandono por falha mecânica: Três vezes, incluindo Mônaco e Spa.
Esses números destacam a disparidade interna, influenciada pela saída da Honda como parceira motora no fim de 2025.
Ascensão de Isack Hadjar na estrutura Red Bull
Hadjar estreou na F1 pela Racing Bulls em 2025, após vice-campeonato na Fórmula 2 em 2024. O francês acumulou 51 pontos em 20 corridas, com pódio em Zandvoort e top 10 em nove GPs.
Sua consistência em pistas técnicas, como Monza e Interlagos, chamou atenção dos chefes. Laurent Mekies, CEO da Red Bull, elogiou a maturidade do piloto em entrevistas pós-Catar.
A promoção reflete o foco em talentos internos, com Hadjar assinando contrato de três anos. Ele testou o carro principal em sessões livres no México, registrando o sexto melhor tempo geral.
Retenção de Liam Lawson e estreia de Lindblad
Lawson retorna à Racing Bulls após breve passagem pela principal em fevereiro e março. O neozelandês pontuou em 15 das 20 corridas, incluindo nono no GP do Catar.
Sua resiliência pós-demissão inicial fortaleceu a posição, com médias de largada em 11º. A equipe vê nele um benchmark para jovens talentos.
Lindblad, sexto na F2 com quatro vitórias, recebe dispensa para superlicença aos 17 anos. O anglo-sueco impressionou em testes livres no México, superando Tsunoda em ritmo.
- Vitórias na F2: Quatro, em Barcelona, Silverstone, Hungaroring e Monza.
- Tempos em FP1: Sexto no México, à frente de pilotos titulares.
- Idade na estreia: 18 anos e 4 meses, o mais jovem desde Verstappen em 2015.
Essa dupla visa equilíbrio entre experiência e velocidade na equipe secundária.
Estratégia da Red Bull para as novas regras de 2026
As mudanças ocorrem em meio à transição para motores híbridos sustentáveis em 2026. A Red Bull, com parceria Ford confirmada, busca alinhar pilotos a essa evolução técnica.
Mekies destacou a importância de coesão no anúncio, realizado 24 horas após o Catar, evitando distrações no GP de Abu Dhabi. Verstappen entra na final com 12 pontos de desvantagem para Lando Norris.
Tsunoda, sem vaga imediata, negocia papel reserva, incluindo testes TPC com Honda. Outras opções, como IndyCar, surgem em rumores, mas o foco permanece na F1.
A decisão afeta o mercado, com todos os assentos das outras nove equipes preenchidos.
Impacto no campeonato de construtores
A Red Bull soma 426 pontos em 2025, com Verstappen responsável por 93% da pontuação. Hadjar e Lawson contribuíram mais na irmã, com 51 e 33 pontos, respectivamente.
- Classificação final: McLaren campeã com 580, Ferrari em segundo com 512.
- Contribuição de Tsunoda: Menos de 7% do total da principal.
- Projeção para 2026: Ênfase em duplas equilibradas para maximizar pontos.
Esses dados guiaram a reformulação, priorizando performance coletiva.
Preparação para o GP de Abu Dhabi
Verstappen testa configurações finais no Yas Marina, com Hadjar participando de shakedown na Racing Bulls. Tsunoda foca em suporte tático, visando pontos decisivos.
O circuito, palco da final em 8 de dezembro às 14h locais (11h de Brasília), exige estratégia em curvas de alta. Lawson e Lindblad simulam cenários em Fiorano.
A Red Bull alinha atualizações aerodinâmicas para o último fim de semana, testando elementos para 2026.
Contexto das negociações internas
As discussões envolveram Helmut Marko, consultor de pilotos, em reuniões no Catar. Tsunoda encontrou-se com executivos, mas a preferência por renovação prevaleceu.
Hadjar, agente da academia Red Bull desde 2022, acelerou o cronograma com resultados consistentes. Lindblad, contratado em 2023, salta etapas após domínio na F2.
Lawson, em contrato até 2026, ganha extensão baseada em métricas de confiabilidade.
A estrutura prioriza progressão vertical, com 70% dos pilotos promovidos internamente nos últimos cinco anos.





