‘Quem gosta, paga’: veja quanto custa restaurar uma mobilete em Goiânia

Redação
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‘Quem gosta, paga’: veja quanto custa restaurar uma mobilete em Goiânia

Peças raras, pintura especializada e mão de obra elevam o custo para recuperar os tradicionais ciclomotores

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Mobilete modelo Caloi (Foto: reprodução)

Luanna Marques

O que antes era um meio de transporte popular e acessível se transformou em objeto de desejo para colecionadores. Em Goiânia, restaurar uma mobilete pode custar entre R$ 6 mil e R$ 9 mil, valor que surpreende aqueles que acreditam ser possível comprar um modelo antigo e colocá-lo para rodar sem grandes investimentos.

“Quem pensa que dá para comprar uma mobilete boa por R$ 1,5 mil está enganado. Você pode até comprar, mas vai ter que gastar muito ou então vai deixar ela encostada e ficar só olhando. Vai passar raiva”, afirma o mecânico Marcondes de Oliveira Silva, especialista no veículo.

Na oficina de Marcondes, as restaurações são feitas sob encomenda e levam cerca de 45 dias para serem concluídas. O processo inclui desmontagem completa, avaliação dos componentes, recuperação ou substituição de peças e montagem final.

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Mobilete se tornou artigo de colecionador, diz mecânico de Goiânia (Foto: reprodução)

Marcondes trabalha exclusivamente com mobiletes há cerca de 30 anos e acompanha de perto a valorização do ciclomotor. Segundo ele, apenas os gastos com peças e materiais variam entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, sem contar a mão de obra.

Nas restaurações realizadas na oficina, parafusos de inox, amortecedores, pedaleiras, guidão e até a pintura recebem atenção especial. “Aqui é tudo novo. A pintura é eletrostática, pode cair gasolina que não tem problema. Tem que ficar só o ouro”, diz.

Modelos e valorização

Ao Mais Goiás, o mecânico explicou que os modelos mais procurados são as mobiletes das marcas Caloi e Monark. Embora ainda seja possível encontrar peças originais, elas se tornaram cada vez mais raras e caras. A última mobilete saiu de linha em 2002, fator que contribuiu para a valorização do veículo.

Segundo Marcondes, o perfil dos proprietários também mudou. Se antes a mobilete era adquirida principalmente por necessidade, hoje ela é procurada por colecionadores e entusiastas que enxergam no veículo um hobby e uma peça de valor afetivo.

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