COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT
Edward Madureira diz que definição rápida é condição para montar chapa forte à Câmara
PT tenta resolver a candidatura ao governo para destravar montagem da chapa de federal. (Foto divulgação)
O PT em Goiás colocou abril como prazo final para decidir quem vai disputar o governo do Estado. A cobrança interna, porém, é para que a escolha saia ainda em março. Vereador em Goiânia e um dos nomes no páreo, Edward Madureira tem repetido nas conversas do partido que a indefinição começa a atrapalhar o que hoje é tratado como prioridade: montar uma chapa competitiva para deputado federal em 2026.
Com quatro pré-candidatos colocados, a leitura predominante é de que não há ambiente nem tempo para prévia. A saída mais provável é o acordo. Além de Edward, estão no jogo o advogado Valério Luiz Filho, o ex-deputado Luis Cesar Bueno e o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, Cláudio Curado.
Manter todo mundo em pré-campanha por muito tempo passou a ser visto como um problema prático. Dirigentes avaliam que a disputa interna segura as conversas no interior e trava convites para a chapa proporcional, justamente no momento em que outros partidos já começaram a se mexer para formar nominatas mais robustas.
O calendário que vale, neste momento, não é o da Justiça Eleitoral. É o da montagem da chapa. Por isso a pressão para antecipar a definição.
Edward não descarta disputar a Câmara dos Deputados. Dentro do PT, essa possibilidade continua sendo tratada como alternativa caso o desenho da majoritária leve o partido a outro nome. A decisão sobre o governo, na prática, vai indicar também para onde ele caminha.
A avaliação é que sem resolver a cabeça de chapa, o partido continua rodando em círculo enquanto os adversários avançam.

