PT avalia ir ao STF contra PL da Dosimetria após Congresso derrubar veto de Lula

Redação
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PT avalia ir ao STF contra PL da Dosimetria após Congresso derrubar veto de Lula

Projeto que reduz as penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e da trama golpista voltou a valer após votação conjunta no Congresso

PT avalia ir ao STF contra PL da Dosimetria após Congresso derrubar veto de Lula

PT avalia ir ao STF contra PL da Dosimetria após Congresso derrubar veto de Lula (Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil)

Líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC) disse que o partido pode questionar a constitucionalidade do projeto de lei (PL) da Dosimetria no Supremo Tribunal Federal (STF). O veto integral do presidente Lula (PT) à matéria foi derrubado nesta quinta-feira (30).

O projeto que reduz as penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e da trama golpista voltou a valer após votação conjunta no Congresso. Foram 318 deputados e 49 senadores favoráveis a derrubar o veto de Lula. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos beneficiados pela nova regra.

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“Nosso advogado, a partir dos requerimentos e questões de ordem, não foi atendido pelo presidente, como a primeira que nós estamos questionando a constitucionalidade. Teve processo, amplo direito de defesa, teve julgamento do Supremo e, se teve julgamento do Supremo, como a gente vai retroagir? Portanto, a gente tem a leitura de que é inconstitucional e nós já estamos avaliando a possibilidade de judicializar”, afirmou Uczai a jornalistas.

PT avalia ir ao STF contra PL da Dosimetria após Congresso derrubar veto de Lula
Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (Foto: Câmara dos Deputados)

Quando vetou o projeto, o presidente afirmou que “a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no art. 1º da Constituição”.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e crimes relacionados no ano passado. Atualmente, ele cumpre a pena em prisão domiciliar.

Relator do texto na Câmara, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) disse que a remição pode ser compatível com o cumprimento da pena em prisão domiciliar. A intenção dele é evitar “insegurança jurídica”.

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