PSDB goiano manifesta apoio na pré-candidatura de Aécio à presidência

Redação
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PSDB goiano manifesta apoio na pré-candidatura de Aécio à presidência

O diretório do PSDB goiano manifestou apoio à pré-candidatura do deputado federal Aécio Neves à presidência da República nas eleições de 2026. A posição foi oficializada por meio de nota divulgada à imprensa pelo partido, que em Goiás é comandado pelo ex-governador e pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, Marconi Perillo.

No comunicado, a sigla afirma que “o Brasil precisa de uma alternativa comprometida com o futuro” e defende o protagonismo tucano no cenário nacional. O texto destaca ainda que “a história recente mostra o que o PSDB é capaz de entregar quando está à frente do país”.

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A nota também diz que “defender essa candidatura é defender o avanço contra o retrocesso que tomou conta do Brasil”. “É reafirmar que existe um caminho de gestão, equilíbrio e compromisso com o futuro, distante da polarização que há anos empobrece o debate público”.

Em outro trecho, o partido relembra realizações dos governos tucanos no Palácio do Planalto. Segundo a legenda, foi com o PSDB na presidência que o Brasil “estabilizou a economia, controlou a inflação que corroía o salário da nossa gente e deu passos firmes no desenvolvimento”.

“Também trouxemos responsabilidade para as contas públicas, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, e políticas que mudaram a vida de quem mais precisa, como a dos medicamentos genéricos, que barateou o acesso à saúde em todo o país”, acrescenta a nota.

Goiás entusiasmado

O ânimo de Goiás diante da possibilidade de Aécio entrar na disputa tem justificativa. Nos bastidores, a leitura é que esse movimento afastaria a sigla de uma eventual composição com o projeto presidencial do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Embora exista bom diálogo entre lideranças nacionais do PSDB e aliados de Caiado, o cenário em Goiás é diferente. Isso porque Marconi Perillo, principal liderança tucana no estado, é adversário histórico do ex-mandatário. Além disso, Marconi deve enfrentar politicamente o atual governador Daniel Vilela (MDB) nas eleições estaduais. Daniel é sucessor de Caiado, o que os coloca no mesmo palanque.

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Movimento afastaria a sigla de uma eventual composição com ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (Foto: Reprodução)

Nas últimas semanas, foi ventilada a possiblidade do PSDB indicar o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Caiado. A hipótese gerou preocupação entre integrantes do partido em Goiás, que passaram a defender uma intervenção de Marconi junto à executiva nacional para barrar qualquer avanço das negociações.

Outros caminhos

Em paralelo, o PSDB passou a observar com maior interesse a possibilidade de composição com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também figura como pré-candidato na disputa pela presidência.

Entretanto, o desgaste sofrido por Flávio após o vazamento de áudios em que ele negocia o repasse de R$ 134 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro fez a legenda, que é federada com o Cidadania, repensar o apoio.

A reportagem do The Intercept Brasil divulgou, com exclusividade, um áudio do senador pedindo dinheiro ao dono do Master para financiamento do filme sobre a trajetória política de seu pai, Jair Bolsonaro. Dos R$ 134 milhões, R$ 61 já teriam sido repassados, segundo a pulbicação.

A partir desse episódio, integrantes da federação passaram a defender a construção de uma candidatura própria. Foi nesse contexto que o nome de Aécio Neves ganhou força.

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Inicialmente, a primeira opção discutida era o ex-ministro Ciro Gomes, que conta com uma ampla bagagem quando o assunto é disputa presidencial. No entanto, a desistência de Ciro da corrida abriu espaço para que Aécio passasse a ser tratado como a alternativa mais forte e viável dentro da federação partidária.

Uma reunião marcada para a próxima terça-feira (26/05) deve aprofundar as discussões sobre o tema. O Cidadania, porém, preferiu se antecipar e já cravou apoio à construção do projeto encabeçado pelo tucano.

Terceira via

Nas redes sociais e em reuniões internas, Aécio Neves tem defendido a necessidade de construção de uma alternativa à polarização política entre os grupos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). “O Brasil é muito maior do que Lula e Bolsonaro juntos”, afirmou recentemente durante encontro com correligionários.

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Segundo Aécio, os dois grupos políticos “são diferentes, mas ficam iguais quando alimentam o ódio e a divisão entre os brasileiros”. O deputado também afirma que, enquanto os dois polos se enfrentam politicamente, problemas como crime organizado, inflação e filas no sistema de saúde continuam crescendo.

Veterano de guerra

Aécio Neves disputou a presidência da República pelo PSDB em 2014 e chegou ao segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). A eleição daquele ano foi considerada uma das mais acirradas da história recente do país. Dilma venceu o segundo turno com 51,64% dos votos, o equivalente a 54.501.118 votos, enquanto Aécio terminou com 48,36%, somando 51.042.227 votos.

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Aécio enfrentou Dilma Rousseff no segundo turno, mas perdeu a eleição por menos de 3,5 milhões de votos (Foto: Reprodução/Agência Senado)

A diferença entre os dois candidatos foi de cerca de 3,5 milhões de votos. Durante boa parte da apuração nacional, Aécio apareceu à frente. A virada matemática favorável à petista ocorreu por volta das 19h30, quando 88,9% das urnas eletrônicas já haviam sido apuradas.

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