A AccuWeather divulgou a previsão para o verão de 2026 nos Estados Unidos. O período deve registrar temperaturas acima da média histórica na maior parte do território. O desenvolvimento de um El Niño, que pode se fortalecer para uma versão super, é o principal fator por trás do padrão.
Meteorologistas acompanham o aquecimento das águas do Pacífico. Esse fenômeno altera os padrões de circulação atmosférica e favorece o calor persistente. O oeste e o noroeste concentram as condições mais preocupantes.
O mapa mostra predomínio de calor acima do normal
A previsão aponta que quase nenhum estado dos 48 contíguos deve ter temperaturas frias em relação ao histórico. O oeste americano, incluindo Idaho, Oregon e Washington, enfrenta combinação de ondas de calor e seca prolongada. Brandon Buckingham, meteorologista da AccuWeather, avalia que os incêndios florestais na Grande Bacia podem alcançar níveis destrutivos.
- Idaho, Oregon e Washington registram risco elevado de seca e fogo
- Grande Bacia tem potencial para incêndios de grande porte
- Regiões do noroeste devem manter vigilância constante
No Nordeste, cidades como Nova York, Chicago e Filadélfia preparam-se para uma onda tardia de calor associada a maior umidade. Paul Pastelok, especialista em previsões de longo prazo da AccuWeather, indica que a sensação térmica ficará elevada durante o dia e as noites também serão quentes.
O calor não se limita ao litoral. O Meio-Oeste e as Grandes Planícies devem registrar junho e julho mais quentes que o habitual.

Tempestades severas ganham força no Meio-Oeste
O número de tornados deve ficar próximo ou acima da média em junho e julho. Pastelok observa que a atividade pode diminuir em agosto, mas ser substituída por derechos. Esses sistemas de ventos fortes, comparados a furacões em terra, atingem 160 km/h e causam danos extensos.
O Sul e o Leste também enfrentam risco de tempestades. Frentes frias brutais podem trazer tornados e ventanias ao longo do verão. A transição para o El Niño altera a distribuição de energia na atmosfera e favorece esses eventos.
Texas e Sudoeste alternam entre enchentes e seca
A região de Hill Country, no Texas, ainda se recupera de enchentes que custaram US$ 22 bilhões em 2025. Agora, a previsão indica maior frequência de cheias repentinas neste verão. Pastelok alerta para o risco de inundações rápidas.
A monção norte-americana deve chegar no início de junho. Ela ajuda a encher reservatórios como o Lago Mead, mas também pode trazer raios secos que iniciam incêndios. O sudoeste alterna entre períodos de muita chuva e pouca precipitação útil.
El Niño explica o padrão caótico do clima
O fortalecimento do El Niño no Pacífico é o responsável principal. Ele deve se intensificar ao longo do ano e influenciar o clima até o final de 2026. O fenômeno reduz o risco de furacões no Atlântico, mas aumenta o volume de calor, seca e tempestades em outras regiões.
Especialistas acompanham os modelos oceânicos. Há chance de o evento se tornar um Super El Niño, o que ampliaria os efeitos. A NOAA e outros centros de previsão indicam probabilidade elevada de El Niño se estabelecer entre abril e junho.
Preparação é essencial para enfrentar o verão
Autoridades recomendam que a população verifique equipamentos de ar-condicionado e estoque de água. Planos de emergência para incêndios e tempestades devem ser revisados. O aumento no consumo de energia deve pressionar a rede elétrica em várias regiões.
Estados do oeste já intensificam medidas preventivas contra incêndios. No Texas, o foco está nas bacias hidrográficas e alertas de enchente. O verão começa oficialmente em 21 de junho, mas os efeitos do padrão climático já aparecem em abril e maio.


