Presidente do TST se explica após separar juízes em “vermelhos e azuis”

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Presidente do TST se explica após separar juízes em “vermelhos e azuis”

Reprodução/CNJ

MINISTRO LUIZ PHILIPPE VIEIRA DE MELLO FILHO DURANTE SESSÃO DO CNJ - METRÓPOLES
1 de 1 MINISTRO LUIZ PHILIPPE VIEIRA DE MELLO FILHO DURANTE SESSÃO DO CNJ – METRÓPOLES – Foto: Reprodução/CNJ

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, apresentou uma explicação, nesta segunda-feira (4/5), após declarar que os juízes trabalhistas brasileiros estão divididos em “azuis” e “vermelhos”. Segundo ele, “ninguém tem o direito” de acusá-lo de ativismo.

O magistrado abriu a sessão da Corte desta segunda-feira afirmando que a fala foi em resposta ao ministro Ives Gandra, também do TST, que cunhou a expressão durante palestra em um evento enquanto ensinava advogados a litigaram na instituição.

“Ninguém tem o direito de me acusar de ser ativista ou não ser. Eu tenho a prova documentada de onde começou isso e eu tenho certeza que o ministro Ives (Gandra), na sua dignidade, não vai dizer que não começou neste evento, primeiro encontro, de como atuar no Tribunal Superior do Trabalho“, afirmou.

Ives Gandra usou a expressão “azuis e vermelhos” durante palestra para descrever ministros “liberais e intervencionistas”.

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Presidente do tribunal negou ter a intenção de citar a polarização política

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Presidente do tribunal negou ter a intenção de citar a polarização política

Bárbara Cabral/TST

Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho

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Ministro Ives Gandra

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Ministro Ives Gandra

Divulgação/ TST

A declaração do presidente do tribunal, no entanto, foi interpretada nas redes sociais como uma referência à polarização entre os defensores do governo do PT, e os políticos da oposição.

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A fala ocorreu durante o 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho (Conamat), na última sexta-feira (1º/5), que debateu o tema “Justiça do Trabalho independente para um mundo em transição: sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido”.

O evento reuniu mais de 300 pessoas, em Brasília, para discutir o impacto da inteligência artificial (IA) nas relações de trabalho e aprovar teses.

“A minha manifestação no evento público foi no sentido de dizer que eu sou um defensor dessa justiça. Essa justiça foi construída em um país desigual por força de uma luta social na defesa, na tutela e na proteção de trabalhadores brasileiros”, ressaltou Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.

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