Sobre o tema envolvendo cannabis medicinal, além disso, uma encomenda com maconha enviada pelo correio para Catalão, no Sudeste de Goiás, foi o ponto de partida para uma investigação que levou a Polícia Civil a uma estrutura suspeita de comercializar cannabis para diferentes regiões do país. Dessa forma, nesta terça-feira (15), a Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) deflagrou a Operação Cannabis Faria Lima, que identificou 137 encomendas destinadas a 18 municípios goianos, incluindo Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Senador Canedo.
Entenda os desdobramentos de cannabis medicinal
Com base nos elementos, a Denarc representou pela prisão temporária de cinco pessoas, além de 14 mandados de busca e apreensão domiciliar. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a cannabis medicinal continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, A Justiça também autorizou o acesso a dados de aparelhos celulares dos investigados, o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões e o bloqueio ou exclusão de perfis e sites utilizados na atividade investigada. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de cannabis medicinal nos últimos dias.
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Nesse sentido, os fatos são investigados, em tese, como tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico. Portanto, A Operação Cannabis Faria Lima teve apoio das Polícias Civis da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Em seguida, A investigação também encontrou uma plantação com centenas de pés de maconha na casa de um dos investigados. De acordo com as apurações, imagens divulgadas pela polícia mostram os agentes no imóvel, onde as plantas eram cultivadas. Por outro lado, O material faz parte das apreensões para identificar como funcionava a produção e distribuição dos entorpecentes.
Vale destacar que segundo a Polícia Civil, a organização utilizava empresas e uma associação supostamente voltada à cannabis medicinal para dar aparência de legalidade à venda de flores com alto teor de THC, substância responsável pelos efeitos da maconha.
Investigação
A apuração começou depois que os Correios apreenderam uma encomenda destinada a Catalão. Dentro da caixa havia potes com flores anunciadas como “OG Kush” e “Strawberry Kush”, variedades comercializadas no mercado de cannabis. A perícia identificou o material como maconha.
Quem recebeu contou aos investigadores que havia comprado os produtos por meio de uma plataforma na internet, depois de passar por uma consulta médica por videoconferência. O pagamento, segundo o relato, foi feito diretamente à empresa.
A partir desse caso, a Denarc identificou uma divisão de tarefas. Conforme a investigação, a plataforma era responsável por atrair clientes, encaminhá-los para consultas, apresentar um catálogo de produtos, negociar e receber os pagamentos. Uma associação, por sua vez, seria utilizada principalmente para enviar as encomendas.
2.870 encomendas
O levantamento da Polícia Civil apontou que a associação realizou 2.870 remessas pelos Correios em aproximadamente um ano, destinadas a diferentes regiões do Brasil.
Em Goiás, foram identificadas 137 encomendas para18 municípios, entre elas Catalão, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e Senador Canedo.
Durante a investigação, os policiais também apreenderam outras encomendas com maconha e derivados. Uma delas continha aproximadamente dois quilos de skunk, conhecido como “super maconha”. Outra encomenda, destinada a Goiânia, tinha porções de skunk e outros derivados.
Associação
A Polícia Civil afirma que consumidores eram direcionados pela plataforma a profissionais previamente indicados para consultas e obtenção de prescrições médicas. Esses documentos eram utilizados para a aquisição da maconha.
Um dos compradores disse ter sido orientado a se associar à entidade com a finalidade de evitar apreensões das encomendas e problemas jurídicos.
A investigação também apontou que a empresa e seu sócio não possuíam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar, produzir, fabricar, possuir, remeter, oferecer ou vender os produtos apreendidos.
Em algumas encomendas, os policiais encontraram documentos e referências a decisões judiciais que, segundo a apuração, eram utilizados para conferir aparência de regularidade às postagens.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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