Polícia Civil investiga venda de vagas na saúde pública de Goiás

Redação
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Polícia Civil investiga venda de vagas na saúde pública de Goiás

Goiânia – Foi deflagrada nesta terça-feira (7/4) a operação “Mercancia Torpe”, que mira crimes contra a administração pública, especialmente o de inserção fraudulenta de pacientes no sistema de saúde, com a comercialização de vagas na fila da regulação médica estadual e municipal em Goiás.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o esquema tinha a participação de agentes públicos dos órgãos de saúde da capital goiana e de oito municípios do interior do estado.

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A operação tem o objetivo de cumprir 52 mandados judiciais, sendo 17 de busca e apreensão, seis de prisão temporária, cinco afastamentos das funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal.

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Como funcionava o esquema?

Segundo a PCGO, a comercialização de vagas no sistema de saúde se dava para a realização de procedimentos cirúrgicos, exames e consultas médicas, os quais deveriam ser de acesso gratuito e universal.

As condutas investigadas sobrecarregavam o sistema, pois priorizava os registros de pacientes que pagavam pela inserção, com os demais sendo obrigados a aguardar na fila por eventual atendimento. Para além da inserção fraudulenta de pacientes, a depender da quantia paga aos operadores do esquema, havia também a modificação da prioridade na fila de atendimento.

De acordo com a PCGO, a investigação também é um desdobramento da “Operação Hipócrates”, deflagrada em fevereiro de 2023, e que resultou na prisão dos operadores do esquema criminoso, assim como no afastamento de agentes públicos.

Nesta nova etapa da investigação, conforme a corporação, os alvos são agentes públicos de diversos municípios goianos envolvidos no esquema criminoso e responsáveis pelas fraudes nos sistemas de regulação médica SERVIR e SISREG, sendo 24 ao todo.

Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba.

Os investigados responderão pelos crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.

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