A convenção nacional do Partido Liberal (PL) confirmou neste sábado (25), em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O evento foi marcado por apelos à união da direita, referências ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e discursos voltados ao eleitorado feminino. A chapa ainda não tem candidato a vice definido.
Flávio afirmou que pretende dar continuidade ao projeto político do pai, embora tenha se apresentado como mais “moderado e mais tranquilo”. Emocionado, disse que espera receber de Jair Bolsonaro a faixa presidencial caso seja eleito. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, apareceu em um vídeo produzido com inteligência artificial.
Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro participaram por meio de mensagens gravadas. A ex-primeira-dama desejou proteção e sabedoria a Flávio e dirigiu parte da fala às mulheres e aos eleitores indecisos. O vídeo ocorreu após a reconciliação pública entre os dois, que haviam trocado pedidos de desculpas pelas redes sociais depois de quase um mês de divergências.
O presidente da Argentina, Javier Milei, fez o discurso mais longo da convenção. Ele criticou Lula, associou governos de esquerda ao socialismo e pediu votos para Flávio. Milei também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que havia impedido uma visita do argentino a Jair Bolsonaro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e outras lideranças defenderam a união dos partidos de direita e a eleição de uma bancada maior no Senado. Valdemar Costa Neto afirmou que Flávio foi escolhido pelo pai para continuar seu projeto, enquanto Rogério Marinho, coordenador do plano de governo, disse que o senador demonstrou preparo para a disputa.
A candidatura é oficializada em meio às dificuldades do PL para atrair partidos do Centrão e definir a composição da chapa. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (24) mostrou Lula com 48% e Flávio com 43% em uma eventual disputa de segundo turno. No primeiro turno, o presidente apareceu com 40%, contra 32% do senador, em cenário considerado estável dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
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