Sobre o tema envolvendo na cabine, além disso, dois pilotos da Flydubai que viajavam fora de serviço assumiram os controles do voo FZ1073 e pousaram a aeronave em segurança no Aeroporto Internacional Príncipe Sultão bin Abdulaziz, em Tabuk, na Arábia Saudita, nesta quarta-feira (30). Dessa forma, A manobra de emergência ocorreu depois que o copiloto em atividade esfaqueou o comandante da aeronave durante a aproximação de Israel, provocando instabilidade e acionamento de alertas internacionais de sequestro.
Com isso, O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a intervenção rápida a bordo evitou a queda do avião, que transportava passageiros com destino a Tel Aviv. “Eles salvaram muitas vidas. Nesse sentido, evitaram uma grande tragédia”, afirmou o premiê israelense ao comentar a atuação dos passageiros e dos pilotos que conseguiram retomar a estabilidade do Boeing 737 MAX. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a na cabine continuam sendo acompanhados com atenção.
Na cabine: Perda de altitude do Boeing 737 MAX da Flydubai
Foto: voo desviado de Israel – Reprodução Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de na cabine nos últimos dias.
Portanto, O voo FZ1073 decolou de Dubai com destino ao Aeroporto Ben Gurion quando o confronto violento começou no momento em que o avião cruzava o espaço aéreo da Jordânia. Em seguida, registros consolidados de voo da plataforma Flightradar24 indicam que a aeronave perdeu 17.400 pés, equivalentes a cerca de 5.300 metros de altitude, descendo de 34.000 para 16.600 pés em pouco mais de dois minutos, enquanto relatórios preliminares apontavam oscilações de 14.000 pés nos instantes iniciais de instabilidade da cabine. Especialistas destacam que novas atualizações sobre na cabine devem surgir em breve.
De acordo com as apurações, saiba mais: ONU aprova resolução para adotar mapa-múndi de áreas equivalentes Vale ressaltar que os aspectos relacionados a na cabine continuam sendo acompanhados com atenção.
Por outro lado, durante a luta corporal no cockpit, a tripulação conseguiu emitir sinais de socorro pelos códigos transponder da aviação internacional. O equipamento transmitiu o código 7700, que indica emergência geral aos radares de controle, e o código 7500, convenção global ativada exclusivamente para apontar ocorrência de interferência ilícita ou sequestro a bordo. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de na cabine nos últimos dias.
Mesmo ferido e caído no chão da cabine, o comandante conseguiu acionar o sistema de destravamento da porta de acesso. Passageiros e tripulantes invadiram o compartimento e imobilizaram o agressor, abrindo espaço para que a dupla de aviadores que viajava fora de escala assumisse a operação dos comandos e guiasse o avião para solo saudita.
Reação a bordo e contenção no voo FZ1073
O empresário Tzvika Manes, CEO da Barak Capital Underwriting, esteve entre as pessoas que avançaram para conter o agressor. A passageira Miriam relatou o momento em que a cabine se abriu durante o voo. “Nós apenas ouvimos gritos. Então a porta da cabine se abriu e vimos uma enorme quantidade de sangue”, afirmou a passageira sobre o tumulto enfrentado pelos viajantes.
Outro passageiro, o israelense Itzhak Liber, registrou a confusão em vídeo gravado ainda no interior da cabine de passageiros. “Estamos aqui no avião vindo de Dubai. Estamos aqui no avião; havia um homem descontrolado com uma faca que esfaqueou um dos pilotos. Nós agimos e ajudamos o piloto”, disse Liber logo após a contenção do copiloto agressor.
O comandante esfaqueado recebeu os primeiros socorros médicos ainda em voo com o auxílio de voluntários da área da saúde que estavam a bordo. O pouso em Tabuk foi concluído às 09h45, no horário local da Arábia Saudita, momento em que equipes médicas e de segurança entraram na aeronave para socorrer as vítimas e isolar o suspeito.
Dados do voo FZ1073 e medidas tomadas após o pouso
- Aeronave: Boeing 737 MAX da companhia aérea Flydubai com 180 passageiros a bordo.
- Horário do pouso forçado: 09h45 no horário local em Tabuk, na Arábia Saudita, em 30 de setembro de 2026.
- Códigos de transponder emitidos: 7700 para emergência geral e 7500 para sequestro ou interferência ilícita.
- Deslocamento de emergência: descida registrada de 34.000 para 16.600 pés em pouco mais de dois minutos.
- Local de destino final: Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, alcançado no fim da tarde em voo reserva.
Investigações e declarações de autoridades de Israel
O suspeito do ataque é um copiloto de nacionalidade de Omã, que acabou preso pela polícia da Arábia Saudita e levado para interrogatório oficial logo após o desembarque em Tabuk. O governo da Arábia Saudita informou que o comandante e o copiloto agressor foram internados sob custódia e cuidados médicos em hospitais locais, enquanto nenhum passageiro sofreu ferimentos graves durante a contenção.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou em tradução livre que o criminoso tentou derrubar a aeronave com todos os passageiros. “O terrorista tinha um único objetivo: derrubar o avião, matando todos a bordo”, disse o ministro da Defesa.
Na mesma linha, o ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir, manifestou repúdio à agressão sofrida pelos ocupantes. “A noção ingênua de que nossos inimigos prezam pela vida e de que devemos ter pena deles recebeu mais uma prova esta manhã, na figura de um terrorista que planejava derrubar um avião e assassinar os 180 israelenses a bordo”, declarou Ben-Gvir.
Após a ocorrência, o governo israelense suspendeu temporariamente as operações da companhia Flydubai em direção ao país e colocou o espaço aéreo nacional em prontidão de segurança. A empresa opera voos regulares diários entre os Emirados Árabes Unidos e Israel desde a formalização dos laços diplomáticos por meio dos Acordos de Abraão, sendo uma ligação rotineira para viajantes da região.
Pontos em apuração pelas autoridades de segurança
A companhia aérea Flydubai declarou em nota oficial que o voo foi estabilizado pela tripulação da empresa que viajava a bordo e pediu prudência sobre as motivações, tratando a situação como altercação interna enquanto as investigações conjuntas com a Arábia Saudita e o serviço de inteligência Mossad prosseguem. As autoridades locais ainda mantêm em sigilo os nomes dos envolvidos no ataque e dos pilotos que assumiram o comando do jato.
Também permanecem sob apuração pericial o modelo da lâmina cortante utilizada no ataque, a forma como o item ingressou na cabine de comando trancada e as motivações exatas do agressor, que declarou às autoridades sauditas ter agido sozinho. Os passageiros seguiram viagem em uma aeronave reserva disponibilizada pela própria empresa e desembarcaram no Aeroporto Ben Gurion no final da tarde.
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