Domingo, 1 de novembro de 2026
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Penduricalhos, supersalários e mais: Fazenda desenha ajuste para 2027

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Penduricalhos, supersalários e mais: Fazenda desenha ajuste para 2027
Brasil

Pressionado pelo mercado financeiro, governo Lula prepara pacote de medidas de ajuste fiscal para garantir credibilidade das contas públicas

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Penduricalhos supersalários

Sobre o tema envolvendo Penduricalhos supersalários, além disso, uma das principais preocupações da equipe econômica para 2027 é a necessidade de ajuste fiscal para recompor a credibilidade das contas públicas.

Dessa forma, O mercado financeiro e os investidores cobram do governo um ajuste pelo lado das despesas, diferentemente do que ocorreu no governo Lula 3, até então, que focou em medidas de arrecadação e não em cortar gastos. Apesar disso, o arcabouço fiscal aprovado em 2023 prevê o teto de crescimento dos gastos em 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Penduricalhos supersalários continuam sendo acompanhados com atenção.

Isso, no entanto, não é o suficiente. Com isso, O mercado tem exigido que o governo dê respostas mais concretas e anuncie medidas para equilibrar as contas públicas. A principal queixa é a trajetória crescente da dívida pública, que é impulsionada pela política fiscal do governo e pela alta dos juros, atualmente em 13,75% ao ano. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Penduricalhos supersalários nos últimos dias.

Além disso, as medidas anunciadas pelo presidente durante a campanha presidencial tornam a tarefa de equilibrar as contas públicas mais difícil de ser executada. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Penduricalhos supersalários devem surgir em breve.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Penduricalhos supersalários continuam sendo acompanhados com atenção.

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Medidas de ajuste estudadas pelo governo

Uma das principais apostas para ajustar as despesas é a contenção dos supersalários e dos penduricalhos, que são gratificações superiores ao teto do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. O enfrentamento ao tema, no entanto, não é novidade. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Penduricalhos supersalários nos últimos dias.

No Congresso Nacional, tramita a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa, relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O texto, porém, não teve andamento, até então, e o deputado não conquistou a vaga no Senado Federal nas eleições deste ano, portanto, a relatoria da matéria deve passar para outro parlamentar. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Penduricalhos supersalários devem surgir em breve.

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Hadddad, é um defensor da revisão de penduricalhos e supersalários. De acordo com ele, as práticas custam cerca de R$ 20 bilhões aos cofres públicos por ano. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Penduricalhos supersalários continuam sendo acompanhados com atenção.

Esse valor não seria suficiente para equilibrar, sozinho, o Orçamento de 2027. Para acomodar as medidas anunciadas por Lula, o ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) afirmou que será necessário um remanejamento de despesas na ordem de R$ 20 bilhões.

No entanto, outras medidas podem impactar no cálculo, como a proibição das casas de aposta online, as chamadas bets, que causa uma perda de arrecadação para o próximo ano de aproximadamente R$ 6 bilhões.

O remanejamento será necessário para acomodar as despesas de R$ 22 bilhões com o aumento do Bolsa Família; ampliação do Pé-de-Meia, de cerca de R$ 2 bilhões; o Desenrola 3.0, de R$ 5 bilhões; e o Pix Mei, de R$ 1 bilhão.

“Essas despesas estão amparadas na legislação vigente e respondem a demandas legítimas da sociedade brasileira, como a melhoria das condições de trabalho dos profissionais de aplicativos, o acesso à casa própria, a ampliação da escolaridade e da produtividade, o fortalecimento da educação pública, a transição para uma economia verde, o estímulo aos investimentos, o acesso ao transporte público, a redução da pobreza energética e o apoio aos pequenos empreendedores por meio do crédito”, explica o MPO, em nota.


Medidas que pressionam o Orçamento de 2027

  • Durante o período eleitoral, o governo anunciou uma série de medidas que pressionam as contas públicas no ano que vem;
  • A principal delas, o reajuste do Bolsa Família, deve ter impacto de mais de R$ 22 bilhões no Orçamento;
  • O governo alega que as medidas não são eleitoreiras e que foram anunciadas durante a campanha porque a equipe econômica só encontrou espaço fiscal nesse momento;
  • Além do reajuste do benefício social, o governo também afirmou que vai ampliar o Pé-de-meia e garantir tarifa gratuita nos ônibus aos domingos;
  • Outro ponto que merece atenção é que as receitas do governo estão sendo impactadas pelo aumento do preço do petróleo;
  • Em um eventual cessar-fogo na guerra entre EUA e Irã, os preços podem se acomodar e as receitas podem diminuir.

Centro da meta fiscal

Para garantir a sustentabilidade das contas públicas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo enviará um Projeto de Lei (PL) para expressar o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. Isso difere da prática adotada pelo governo nos anos anteriores, que consiste em focar no piso inferior da meta.

Neste ano, a meta é de superávit de 0,25% do PIB, com banda de tolerância de 0,25% para cima ou para baixo.

  • Superávit é quando as receitas são maiores do que as despesas; déficit é quando acontece o contrário.

Dessa forma, o governo pode atingir o déficit zero, ou seja, o equilíbrio das contas públicas, quando as despesas são iguais as receitas, e considerar a meta cumprida. A prática é amplamente criticada pelo mercado financeiro, que enxerga o centro da meta como fictício.

“Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa”, afirmou o ministro.

A declaração ocorreu após os mercados reagirem com instabilidade à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entidades fiscais alertam para risco

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, alertou para possibilidade de déficit de 1% do PIB no próximo ano, quando a meta fiscal será de 0,5% do PIB e o governo terá que entregar obrigatoriamente um superávit.

“Apenas o reajuste do Bolsa Família, a perda da arrecadação das Bets e o pacote dos MEIs representam R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional não orçado. Sem falar no Pé-de-Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana”, expõe o documento.

A instituição disse ainda que estima ser necessário um superávit  de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública-PIB.

“A IFI tem alertado, nos últimos anos, que é inevitável um verdadeiro ajuste fiscal, se quisermos desencadear um novo ciclo de desenvolvimento vigoroso e sustentado no país. Isso passa por produzir os superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, criando o ambiente adequado para a queda das taxas de juros; desengessar o orçamento; rever o perfil dos gastos; aumentar a eficiência; e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica”, diz a IFI.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás