Pediatra revela pedido de pai por reanimação prolongada de Henry no hospital Barra D’Or

Redação
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Pediatra revela pedido de pai por reanimação prolongada de Henry no hospital Barra D’Or

A pediatra Maria Cristina de Souza, que prestou atendimento ao menino Henry Borel, confirmou em depoimento na noite de quarta-feira, 27, que a criança já estava tecnicamente sem vida ao chegar à emergência do hospital Barra D’Or, localizado na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo o relato da especialista, o menino não apresentava pulso no momento da internação. As manobras de reanimação cardíaca, que geralmente seguem um protocolo rigoroso, foram estendidas por um período considerável após o apelo emocionado de Leniel Borel, pai de Henry, para que a equipe médica não desistisse do filho. O pedido sensibilizou os profissionais envolvidos no atendimento.

Estado de Henry Borel na chegada ao hospital

Henry Borel deu entrada no hospital Barra D’Or em um estado crítico, já sem sinais vitais. Maria Cristina de Souza descreveu que o menino estava em uma condição médica que indicava falecimento técnico. A ausência de pulso e outras respostas fisiológicas confirmavam a gravidade extrema do quadro apresentado. Essa avaliação inicial é fundamental para os procedimentos subsequentes, determinando a abordagem médica a ser adotada.

A equipe de emergência iniciou imediatamente os protocolos de reanimação, mesmo diante da ausência de pulso. A situação exigia ação rápida e coordenada para tentar reverter o quadro. O ambiente hospitalar se tornou palco de um esforço intenso para tentar salvar a vida da criança, com todos os recursos disponíveis mobilizados pelos profissionais de saúde. A médica salientou a complexidade e a urgência do caso, que demandava decisões rápidas e precisas.

Esforços prolongados de reanimação após apelo do pai

As manobras de reanimação foram mantidas por aproximadamente duas horas, um período que excede o tempo padrão em muitos casos de parada cardiorrespiratória em adultos. Essa extensão foi uma resposta direta ao pedido de Leniel Borel. A pediatra explicou que, em crianças, os protocolos de reanimação são frequentemente mais longos. Existe uma esperança maior de sucesso em casos pediátricos, o que justifica a persistência da equipe.

Durante o processo, foram realizadas diversas intervenções médicas. Massagens cardíacas contínuas e a administração de adrenalina estavam entre as técnicas empregadas. A equipe utilizou todos os meios disponíveis para estimular a atividade cardíaca e pulmonar. O objetivo era restaurar as funções vitais do menino.

    Os procedimentos incluíram:
  • Massagem cardíaca ininterrupta;
  • Administração controlada de adrenalina;
  • Monitoramento constante dos sinais vitais;
  • Esforços para estabilizar a condição respiratória.

O envolvimento emocional da equipe foi um fator relevante, conforme relatado pela pediatra. O apelo do pai, Leniel Borel, impactou os profissionais. Eles se dedicaram intensamente na tentativa de reanimar Henry, demonstrando um compromisso que se estendeu além do habitual em situações de emergência.

Questionamentos sobre hematomas e linha de defesa

Maria Cristina de Souza foi indagada sobre os hematomas encontrados no corpo de Henry. Ela foi categórica ao afirmar que as marcas observadas não poderiam ter sido resultado do atendimento prestado no hospital. A médica ressaltou que os procedimentos de reanimação são padronizados e visam minimizar traumas. As técnicas utilizadas durante a ressuscitação não geram esse tipo específico de lesão.

Essa declaração contraria uma das linhas de defesa apresentadas pelo ex-vereador Jairinho. Ele sustenta que a criança estaria viva ao chegar ao hospital. Além disso, a defesa atribui a morte e os machucados identificados no corpo de Henry às manobras de ressuscitação. A pediatra, contudo, descartou essa possibilidade. Suas afirmações reforçam que as lesões eram pré-existentes.

A perícia médica busca determinar a origem e a natureza dos ferimentos. O depoimento da pediatra é crucial para esclarecer a cronologia dos fatos. A informação sobre a impossibilidade dos hematomas terem sido causados no hospital é um elemento importante para a investigação. Isso direciona as apurações para as circunstâncias anteriores à entrada de Henry na emergência.

Reações de Monique Medeiros e Jairinho no hospital

A pediatra Maria Cristina de Souza também descreveu as reações da professora Monique Medeiros, mãe de Henry, e de Jairinho no ambiente hospitalar. Segundo seu relato, Monique estava em um “estado de choque” evidente. Essa condição emocional é compreensível para uma mãe diante de uma tragédia.

Jairinho, por sua vez, foi descrito pela médica como alguém que “passou o tempo todo apoiando” a professora. Sua postura foi de suporte constante. O ex-vereador permaneceu ao lado de Monique durante o período de atendimento médico a Henry. O depoimento da pediatra contribui para o entendimento do comportamento dos dois adultos no momento da crise. Essas observações fornecem um panorama das interações e estados emocionais dos envolvidos.

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