A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou uma operação nesta quarta (15/4) para investigar desvios de verba pública em um gabinete parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe).
Segundo a investigação, o operador financeiro alvo da operação movimentou R$ 2.743.901,65 proveniente do dinheiro público, por meio de “rachadinha”.

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Policiais cumprem mandados de busca e apreensão
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Cédula estrangeira
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Dinheiro estrangeiro apreendido
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Dinheiro estrangeiro apreendido na casa de um dos investigados
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Duas barras de prata foram apreendidas na casa de um dos investigados
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Durante a Operação Draft, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. Nesses locais, a polícia apreendeu cerca de R$ 120 mil em moeda estrangeira e duas barras de prata estimadas entre R$ 12 mil e R$ 23 mil.
De acordo com a PCPE, a investigação começou no fim de 2023, após o compartilhamento de dados entre órgãos policiais sobre corrupção em um gabinete parlamentar estadual da Alepe. A fraude com dinheiro público teria ocorrido de 2015 a 2019.
Segundo a apuração, a organização por trás do crime era composta por dois deputados estaduais e seis operadores financeiros/operadores materiais, que usavam a “rachadinha” para o desvio de verba pública.
O método de corrupção consiste em recrutar assessores, inclusive funcionários sem prestação efetiva de serviço, com o objetivo de desviar parte relevante dos vencimentos pagos com recursos públicos, mediante exigência de repasses indevidos.
Prejuízo de 2 milhões aos cofres públicos
Segundo o delegado da PCPE Juliano Ferronato, o dinheiro público era desviado por meio da rachadinha para contas bancárias de asssessores, que transferiam este valor para várias pessoas, configurando lavagem de dinheiro. Os assessores recebiam de R$ 6 mil a R$18 mil e tinham ciência da estrutura de corrupção.
“Para o sistema da rachadinha funcionar, era preciso um operador que ligasse o elo político aos operadores financeiros e até aos próprios assessores fantasmas. Na maior parte dos casos, o próprio assessor fantasma sacava o dinheiro e repassava a totalidade do valor para os operadores”, explicou Ferronato.
Um dos investigados, suspeito de ser o principal operador financeiro do esquema, movimentou de R$ 200 mil a R$ 2.743.901,65 proveniente dos cofres públicos. Até o momento, nenhum dos investigados foi preso, e a identidade deles não foi revelada.
A PCPE segue com as investigações para prender os envolvidos.


