Além disso, A presença de um pavão no centro de Rio Verde gera curiosidade, encanto e preocupação na população. O animal, contudo, não apresenta risco, conforme revela o biólogo João Pedro Ruela Cicatelli de Oliveira ao Mais Goiás.
“O risco desse animal, caso seja devidamente tratado com vermífugos, antiparasitários e demais medidas veterinárias é nulo. É um animal extremamente passivo e não visa atacar as pessoas ou animais próximos, tendendo a preferir a fuga”, explica o biólogo. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Centro de Rio continuam sendo acompanhados com atenção.
Dessa forma, joão cita que o pavão não é originário do Brasil, tendo sua origem na Ásia. “Isso indica que esse espécime fugiu ou é oriundo de algum tipo de cativeiro próximo”, acredita.
Questionado sobre a alimentação, a ave consome pequenos invertebrados, o que ativamente pode contribuir para a saúde comunitária por predar baratas, escorpiões e demais artrópodes. “Parte da sua dieta também inclui frutos, legumes, sementes e suas cascas. O animal estando regularizado e saudável não tende a criar problemas para a sociedade”, reforça.
“Seu habitat costuma ser em árvores que apresentam densa folhagem verde para ajudar na camuflagem, assim como lugares mais altos, o que explica o animal estar cantando por cima dos telhados, pois a altitude ajuda a evitar predação”, emenda.
No caso de não estar tratado, entretanto, o animal pode transmitir doenças comuns que outras aves (como pombos), como salmonela, gripe aviária, entre demais infecções bacterianas e viróticas.
Comunidade
João Pedro revela que os pavões tendem a se agrupar em grupos com níveis distintos dentro da sua sociedade. “Os machos dominantes tendem comandar um grupo com determinada quantidade de fêmeas com a finalidade de acasalamento, onde os mais novos podem desafiar ou servir de assistente para os dominantes, procurando uma vaga para poder acasalar.”
Ele também informa que é comum os machos jovens andarem em grupos fechados até atingirem a maturidade de acasalamento, onde irão competir com machos mais antigos para conquistar territórios e fêmeas. “Não há registros sobre a questão da solidão do pavão, sendo uma criatura de fácil adaptação onde houver alimento abundante”, elucida.
Ele alerta, todavia, que na época do acasalamento, pode haver um aumento de estresse, por falta de parceiras, o que pode causar efeitos diversos em longo prazo.

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Registro
A nutricionista e pesquisadora Glenda Neves, de 39 anos, se mudou para Rio Verde em agosto deste ano e, entre as novidades em Goiás, ela descobriu a presença esporádica de um visitante inusitado: um pavão que costuma cantar nas imediações da casa dela, no centro. Por achar o caso curioso, ela procurou o Mais Goiás.
Nesta semana, ela se surpreendeu com o animal sobre os telhados (seu local favorito, aparentemente), cantando. “Foi a terceira vez que o vi. A primeira eu estava andando pelo bairro, quando ouvi o canto, procurei a origem e o vi sobre um telhado. Depois disso, eu e meu filho percebemos que o pavão sempre canta nas imediações de casa, sempre no fim da tarde e noite”.
O Mais Goiás procurou o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) para saber o procedimento. A informação é que a corporação atua no resgate de animais quando há situação de risco, perigo à população, ferimentos ou necessidade de intervenção para preservar a vida. “Nos demais casos, especialmente quando se trata de animal exótico solto em área urbana, a orientação é procurar o órgão ambiental municipal ou estadual, responsável pela avaliação e pelas providências cabíveis.”
Ao portal, a Prefeitura de Rio Verde informou que, até o momento, não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre a presença desse pavão no Centro. “Para que a situação possa ser verificada, é necessário que seja registrada uma denúncia junto à Secretaria de Meio Ambiente, pelo telefone (64) 3602-8408 ou WhatsApp (64) 99212-8240. A partir do recebimento das informações, a equipe poderá avaliar o caso e verificar quais providências podem ser adotadas pelo município.”
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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