Além disso, uma estudante de Itumbiara deverá receber R$ 6 mil da Deutsche Lufthansa AG, companhia aérea alemã, após enfrentar uma sequência de problemas durante a viagem de volta ao Brasil. Dessa forma, ela ficou cerca de 12 horas no aeroporto de Lisboa, em Portugal, perdeu a conexão e chegou a Goiânia quase 12 horas depois do horário previsto. Com isso, A empresa alegou que o cancelamento ocorreu em razão de uma greve de funcionários, mas a Justiça de Goiás entendeu que a paralisação não afasta a responsabilidade da empresa pelos transtornos causados à passageira.
Nesse sentido, O problema começou antes mesmo de a estudante chegar a Portugal. Portanto, ela havia comprado passagens de volta de Londres para Goiânia, com embarque previsto para 10 de abril de 2026. Em seguida, dois dias antes, foi informada do cancelamento de um dos trechos. De acordo com as apurações, A companhia então alterou o itinerário, que passou a incluir conexões em Lisboa e Campinas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a estudante de Itumbiara continuam sendo acompanhados com atenção.
Já no aeroporto português, a estudante enfrentou demora no controle migratório e encontrou dificuldades relacionadas à reserva. Conforme o relato apresentado no processo, ela não conseguiu emitir os cartões de embarque nem localizar um atendimento presencial da Lufthansa.
A mãe da passageira também tentou obter ajuda pelo canal oficial da companhia. A orientação recebida foi para que a estudante procurasse assistência diretamente no aeroporto, mas a tentativa não resolveu o impasse.
Sem conseguir embarcar no horário previsto, ela permaneceu em Lisboa até ser acomodada em outro voo, à noite, com destino a Guarulhos. Depois, seguiu para Goiânia. A previsão era chegar à capital goiana às 1h10 de 11 de abril, mas o desembarque ocorreu somente às 13h09.
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Estudante de Itumbiara: Greve foi usada como justificativa
No processo, a Lufthansa afirmou que a alteração dos voos ocorreu por causa de uma greve de comissários de bordo. A empresa também atribuiu parte dos contratempos em Lisboa aos procedimentos migratórios e à atuação da TAP Air Portugal. A companhia alegou que ofereceu uma nova opção de viagem e negou que a situação justificasse o pagamento de indenização.
A Justiça, porém, considerou que a paralisação de profissionais ligados à operação da própria Lufthansa não poderia ser tratada como um acontecimento alheio à atividade da empresa. Na avaliação apresentada no projeto de sentença, esse tipo de ocorrência integra os riscos do serviço de transporte aéreo.
Outro ponto considerado foi o tempo que a passageira levou para chegar ao destino. A oferta de um novo voo, por si só, não foi considerada suficiente para afastar a responsabilidade da companhia diante dos transtornos enfrentados.
Ressarcimento
A condenação prevê o pagamento de R$ 6 mil por danos morais. A companhia também deverá devolver R$ 158 referentes aos gastos com alimentação e guarda-volumes durante a permanência da estudante no aeroporto de Lisboa. Os valores terão correção monetária e juros.
O projeto de sentença foi elaborado pela juíza leiga Marianne de Almeida Costa Silva e homologado pela juíza Vívian Martins Melo Dutra, do Juizado Especial Cível e Criminal de Trindade, em Goiás.
O Mais Goiás entrou em contato com a Deutsche Lufthansa AG para solicitar um posicionamento sobre a condenação e os problemas enfrentados pela passageira durante a viagem. A manifestação da companhia será acrescentada à matéria assim que houver retorno.
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Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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