Paulo Vinicius Coelho (PVC): Roger Machado e Rui Costa não são os culpados por uma crise de quinze anos – UOL

Redação
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Paulo Vinicius Coelho (PVC): Roger Machado e Rui Costa não são os culpados por uma crise de quinze anos – UOL

Roger Machado tem onze jogos, seis vitórias, um empate, quatro derrotas, 57% de aproveitamento. Está em quarto lugar no Brasileirão — pegou em segundo — ganhou seis partidas, mais do que as cinco que não venceu. É melhor do que com Crespo.

A torcida do São Paulo tem motivos para incômodo: quinze anos! Não são onze jogos. São quinze anos. Mas a direção atual é a tentativa de corrigir erros de uma gestão que terminou com renúncia, para não dar em confirmação de impeachment. O primeiro passo para mudar a tristeza destes quinze anos é paz para trabalhar. Há um ano de mandato de Harry Massis, para que se compreenda o futuro que o Conselho Deliberativo pretende para o clube. Quem será o novo presidente.

Até lá, destruir o trabalho aumenta o risco de fracasso. Não diminui. Crespo não é Telê Santana, não há razão para torná-lo o mártir da decadência são-paulina.

Também é importante acabar com a tendência do noticiário de repetir a expressão “o torcedor”, como se fosse uma entidade. Não existe “o torcedor”, no singular. Ainda que a multidão tenha voz e às vezes pareça uníssona, não parece correto validar a insanidade como se este ser sem rosto fosse um animal irracional e que, por isso, pudesse morder, gritar, agredir verbalmente.

Assim como o noticiário econômico criou outro ser, “o mercado”, vamos validar a insanidade? Esta entidade da economia, “o mercado”, faz o dólar subir, o petróleo cair, de acordo com interesses sabe-se lá de quem. Sempre com a justificativa de que foi assim que “o mercado” reagiu.

O São Paulo precisa olhar para o futuro, voltar a ser o gigante que é, mas isto não acontecerá com a destruição do trabalho no quarto mês do ano. Desde janeiro, o São Paulo derrubou o presidente, mudou seu mandatário, trocou de técnico e não confirmou a projeção de Crespo, de que iria brigar contra o descenso.

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