Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11. Vídeo

Redação
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Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11. Vídeo

O estado do Paraná confirmou dois casos de hantavírus e mantém outros 11 sob investigação. A informação foi confirmada pelo Metrópoles com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A pasta afirma que, apesar dos registros, a situação está sob controle e segue sendo monitorada pela rede pública.

Os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, no Sudoeste do estado, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além dos casos confirmados e dos 11 investigados, 21 notificações já foram descartadas pelas autoridades sanitárias.

Ao Metrópoles, o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Cesar Neves, afirmou que a doença está sob vigilância.

“Quero dizer também que é uma doença está sob vigilância aqui no estado Paraná. Esse ano tivemos apenas dois casos, ano passado apenas um caso e nenhum óbito. Devemos tomar precauções, mas quero tranquilizar a população que não temos ainda nenhum motivo para pânico. Ou temos uma preocupação mais exacerbada”, afirmou.

Em 2025, o Paraná registrou um caso de hantavírus,  no município de Cruz Machado.

Casos de hantavírus em cruzeiro

A confirmação ocorre em meio a um alerta internacional recente, após a Organização Mundial da Saúde relatar mortes associadas ao vírus no cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Ao menos três pessoas morreram durante a viagem, o que aumentou a atenção global sobre a doença.

O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou nessa quinta-feira (6/5) que exames indicam que a contaminação por hantavírus de um dos passageiros que estava no cruzeiro MV Hondius está contaminado com a cepa “Andes”, a única que tem transmissão entre humanos.

O que é o hantavírus

O hantavírus é uma doença respiratória rara. A principal via de transmissão é por meio de contato com excreções (urina, fezes, saliva) de roedores silvestres ou superfícies contaminadas. Mas, embora rara, a transmissão entre pessoas foi relatada com o vírus em contatos próximos e prolongados.

O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Mas pode evoluir para dificuldade respiratória e hipotensão

Não existem vacinas ou tratamentos específicos. A sobrevida aumenta com o suporte médico precoce e internação em UTIs. O risco global é atualmente avaliado pela OMS como baixo, embora dependa de fatores ecológicos que afetam as populações de roedores.

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