Foto: Entregador do iFood -J.P. Junior Pereira / Shutterstock.com
Uma paralisação organizada por entregadores de aplicativo reuniu centenas de motociclistas em São Paulo no dia 01 de setembro de 2026.
Motociclistas reivindicam melhores condições de trabalho
O movimento dos entregadores busca aprimorar as condições de trabalho para os motociclistas. Conhecida como “breque dos apps”, a paralisação aconteceu simultaneamente em várias cidades do Brasil, com pontos de concentração de trabalhadores na capital paulista na tarde de 01 de setembro de 2026.
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Cerca de trezentos motociclistas participaram de uma manifestação motorizada, percorrendo diferentes áreas da capital paulista no dia 01 de setembro de 2026. A concentração inicial ocorreu no Pacaembu, de onde os participantes seguiram em uma motociata até as sedes das principais empresas do segmento, 99 e iFood, localizadas em São Paulo.
A liderança do movimento de entregadores apresentou uma ação ao Ministério Público do Trabalho (MPT), denunciando que duas empresas estariam tentando desmobilizar a paralisação. Júnior Freitas, que atua como entregador e é candidato a deputado federal por São Paulo, formalizou uma notícia-crime contra a 99Food e a Keeta, afirmando que as plataformas lançaram promoções durante a greve, com o objetivo de incentivar o retorno dos motociclistas parceiros às atividades.
Como prova, entregadores divulgaram capturas de tela mostrando aplicativos oferecendo até R$ 9 adicionais por entrega durante o período da greve. Um dos registros indicava que o bônus estava disponível para a área de Perdizes, entre 11h49 e 13h de 01 de setembro de 2026.
A associação que representa empresas como 99, iFood e Uber declarou que está acompanhando as manifestações e buscando melhorias nas condições de trabalho dos profissionais. Em um comunicado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirmou seu apoio a uma regulamentação que harmonize o trabalho por meio de plataformas digitais, visando tanto a proteção social dos trabalhadores quanto a segurança jurídica da atividade, um compromisso estabelecido desde sua Carta de Princípios de 2022.

