Sobre o tema envolvendo 73 milhões, a Justiça do Trabalho homologou um acordo que prevê o pagamento de R$ 7.349.262,21 em verbas rescisórias a mais de 400 ex-empregados do Hospital Beneficente São José de Herculândia, organização da sociedade civil que administrava o Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia. Além disso, O valor será repassado pelo município de Goiânia ao hospital em três parcelas iguais, com vencimentos previstos para agosto, setembro e outubro de 2026.
Entenda os desdobramentos de 73 milhões
Dessa forma, A conciliação, firmada na quarta-feira (4), no âmbito de uma Reclamação Pré-Processual (RPP), instrumento utilizado pela Justiça do Trabalho tem como objetivo solucionar conflitos por meio de acordo antes da abertura de uma ação trabalhista. Com isso, A homologação foi feita pelo juiz Israel Brasil Adourian, da 15ª Vara do Trabalho de Goiânia. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 73 milhões continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, pelo acordo, o hospital deverá comprovar, em até 24 horas após o recebimento de cada parcela, que os valores foram repassados aos trabalhadores. Portanto, A instituição também terá que apresentar a relação dos empregados beneficiados em cada pagamento, organizada do menor para o maior valor devido. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de 73 milhões nos últimos dias.
Sobre a Maternidade Municipal Célia Câmara, leia também: Especialistas destacam que novas atualizações sobre 73 milhões devem surgir em breve.
- Maternidade Célia Câmara enfrenta crise por falta de médicos e restrição de atendimentos
- Equipe alternativa assume atendimentos no Célia Câmara após falhas no serviço em Goiânia
- Funcionários cobram salários atrasados após saída de OS da Maternidade Célia Câmara em Goiânia
Entenda o caso
Em seguida, O Hospital Beneficente São José de Herculândia assumiu a gestão do HMMCC em agosto de 2025, por meio de um termo de colaboração emergencial firmado com a Prefeitura de Goiânia. A parceria, no entanto, foi encerrada antecipadamente em abril de 2026, quando a administração da unidade foi transferida para outra organização social.
Com o fim da gestão, centenas de trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foram desligados. Segundo o hospital, permaneceram pendentes valores referentes às verbas rescisórias desses funcionários.
Diante do impasse, a instituição recorreu à Justiça do Trabalho por meio de uma Reclamação Pré-Processual e solicitou uma audiência de mediação para tentar chegar a um acordo com o Município de Goiânia.
A audiência contou com representantes do hospital, da Prefeitura, de sindicatos que representam trabalhadores da área da saúde e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Pelo hospital, participou o diretor-presidente Rubens Sinsei Tanabe. O Município foi representado pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizer, e pelo procurador-geral do Município, Wandir Oliveira.
Leia mais
Também participaram das negociações representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde do Estado de Goiás, do Sindicato dos Enfermeiros de Goiás (Sieg) e do Sindicato dos Trabalhadores em Serviço de Saúde do Município de Goiânia e Cidades Circunvizinhas.
Leia também:
- Daniel Vilela anuncia novo Hospital da Mulher e Maternidade de Alto Risco em Goiás
- Atas do Imas revelam demora em exames de urgência, impasse com hospital pediátrico e bloqueio de 2 mil usuários
Acordo anterior envolvia aproximadamente R$ 2 milhões
O pagamento das verbas rescisórias já era discutido entre o hospital e o município desde abril deste ano. Na ocasião, as partes firmaram, perante o Ministério Público do Trabalho, o Instrumento de Transação Extrajudicial nº 15/2026.
O acordo anterior previa o pagamento de cerca de R$ 2 milhões referentes ao salário de março de 2026 e seus encargos. A multa pelo atraso e as verbas rescisórias dos trabalhadores desligados após o encerramento da gestão do HMMCC, porém, permaneceram pendentes.
Foi diante dessa pendência que o Hospital Beneficente São José de Herculândia apresentou a Reclamação Pré-Processual à Justiça do Trabalho. Com a homologação do novo acordo, o Município se comprometeu a repassar os R$ 7,3 milhões destinados ao pagamento dos ex-funcionários.
Em caso de descumprimento das obrigações previstas no acordo, a execução poderá ser iniciada imediatamente, conforme estabelece o artigo 878 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Leia mais:
- Mabel anuncia investimentos de meio bilhão na nova rede de saúde de Goiânia
- Médicos são proibidos de usar PMMA em procedimentos estéticos; veja nova regra
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
Veja também: Empresas e indústrias ofertam 1,5 mil vagas de emprego em Senador Canedo


