Operação mira grupo de colombianos suspeito de esquema de agiotagem em Goiás e Tocantins

Redação
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Operação mira grupo de colombianos suspeito de esquema de agiotagem em Goiás e Tocantins

Investigação começou após suspeitos serem flagrados com quase R$ 200 mil e dólares em carro de aplicativo na BR-153

Imagem do dinheiro apreendido

Polícia investiga agora a extensão da rede criminosa e como os valores extorquidos das vítimas eram lavados (Divulgação PCGO)

Inglid Martins

Uma megaoperação da Polícia Civil de Goiás cruzou a divisa do estado para fechar o cerco contra um grupo de colombianos suspeito de comandar um esquema internacional de agiotagem. Agentes de Uruaçu (GO), com o apoio de policiais do Tocantins, cumpriram mandados de busca em uma casa e em um escritório de contabilidade na cidade de Alvorada, no Tocantins, na quinta-feira (21). A investigação começou após o grupo ser flagrado na BR-153 com quase 200 mil em espécie — entre reais e dólares — escondidos em um carro de aplicativo.

A apreensão na rodovia federal, ocorrida em março deste ano pela Polícia Rodoviária Federal, acendeu o alerta das autoridades. Na ocasião, três cidadãos de nacionalidade colombiana foram abordados no veículo locado e não conseguiram dar nenhuma justificativa plausível para a origem dos R$ 150 mil e dos US$ 8.600,00 que transportavam em malas e compartimentos.

Imagem da operação
Celulares, documentos e até peças de máquinas profissionais de contar dinheiro foram apreendidos (Divulgação PCGO)

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O flagrante deu início a um monitoramento minucioso pela polícia goiana. Os indícios revelam uma espécie de “exportação” do crime: o grupo de colombianos teria ingressado no país focado exclusivamente em explorar trabalhadores locais por meio da agiotagem, asfixiando o comércio com taxas abusivas e cobranças agressivas.

Durante as buscas realizadas ontem nos endereços alvos em Alvorada (TO), os policiais civis recolheram aparelhos celulares, documentos contábeis e até componentes de máquinas profissionais utilizadas para contagem rápida de dinheiro. O material agora passará por análise da perícia técnica.

Os investigadores agora buscam descobrir a extensão da rede criminosa e mapear como os valores arrecadados ilegalmente em Goiás e estados vizinhos eram lavados e se havia o envio clandestino dessas divisas para o exterior.

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