Oscar Schmidt é um dos três brasileiros que está no Hall da Fama do Basquete dos Estados Unidos
Oscar Schmidt ao lado de Larry Bird, estrela da NBA. Foto: Arquivo Pessoal
O basquete brasileiro perdeu uma de suas referências, Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, o ex-jogador marcou gerações dentro e fora das quadras, sendo reverenciado por atletas de diferentes épocas e nacionalidades. No âmbito nacional, a rainha do basquete, Hortência, contemporânea do craque não poupou elogios ao astro brasileiro.
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“Infelizmente, nós perdemos um grande ídolo e que foi referência para a minha geração, um atleta que tinha o patriotismo estampado em seu rosto, determinado, destemido. Tenho muito orgulho de ter sido sua amiga e hoje eu sinto, porque para mim o ídolo, ele é eterno, mas infelizmente ele não é. Vai com Deus, Oscar. Mas você deixa um legado muito importante para nós brasileiros. Só tenho a agradecer”, disse Hortência.
Nos últimos anos, diversos atletas já haviam reverenciado o ídolo brasileiro, principalmente alguns atletas da NBA. O ex-pivô Shaquille O’Neal classificou Oscar como “um dos maiores da história”, reforçando o respeito internacional conquistado pelo brasileiro. Já o eterno Kobe Bryant, quando era vivo destacou em uma entrevista que o brasileiro era uma das referências de sua época. “Quando era criança, Oscar era o cara!”.
“Acompanhei toda a carreira dele e esperava que ele jogasse na NBA para que eu pudesse competir contra ele ou com ele. Ele teve uma carreira incrível. Fiquei muito honrado quando ele me pediu para apresentá-lo em sua cerimônia de entrada no Hall da Fama do Basquete Naismith Memorial”, destacou Larry Bird.
“Ah, sim, lembro muito do Oscar Schmidt. O Oscar provavelmente foi o melhor jogador internacional que quase ninguém viu jogar. Tive a sorte de jogar contra o Oscar, posso lhe dizer isso. Todos nós conhecíamos ele, os feitos dele”, destacou Charles Barkley.
Dentro de quadra, os números ajudam a dimensionar o tamanho do legado. Oscar Schmidt é o segundo jogador que mais vestiu a camisa da Seleção Brasileira em campeonatos mundiais, com 33 partidas disputadas em três edições. Ao todo, foram 326 jogos pelo Brasil, com conquistas expressivas, como o histórico ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987 e três títulos sul-americanos.
Além disso, Oscar Schmidt é um dos três brasileiros que estão no Hall da Fama do Basquete nos Estados Unidos, berço do basquete mundial. A indicação ocorreu em 2013, pelos feitos do ex-atleta na modalidade. Vale destacar que apesar de ter sido draftado pela NBA, o atleta nunca atuou nos EUA, mesmo assim ganhou notoriedade na modalidade.


