(Folhapress) A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, ampliou o tabu brasileiro de nunca ter vencido o rival europeu, tanto em Mundiais quanto em jogos amistosos.
Agora são três vitórias norueguesas e dois empates em cinco duelos, o que torna a seleção canarinho freguesa dos nórdicos.
O duelo deste domingo foi o segundo em Copas, mas o primeiro em fase eliminatória.

Em 1998, na França, o Brasil foi superado por 2 a 1 na fase de grupos. Bebeto marcou o gol brasileiro, enquanto Tore André Flo e Rekdal fizeram os dois da seleção nórdica.
Como agora, com Haaland, aquela equipe norueguesa também tinha um gigante como destaque: Flo, de 1,93 m, dois centímetros a menos que o artilheiro atual.
Além do gol na Copa, Flo fez outros dois contra a seleção comandada por Zagallo em amistoso no dia 29 de maio de 1997, na vitória por 4 a 2, em amistoso em Oslo. Rudi e Ostenstad marcaram os outros dois, e Romário e Djalminha descontaram.
Os outros dois duelos foram em amistosos realizados também em Oslo, a capital norueguesa, e terminaram empatados por 1 a 1. Em 27 de julho de 1988, o Brasil era comandado por Carlos Alberto Silva. O atacante Edmar fez o gol de empate após Fjortoft abrir o placar.
Em 16 de agosto de 2006, a seleção comandada pelo técnico Dunga marcou com Daniel Carvalho. Morten Pedersen havia aberto o placar minutos antes.

Além da Noruega, outros dois países nunca perderam para o Brasil em Mundiais: Hungria e Portugal. Diferentemente da Noruega, no entanto, a seleção brasileira já venceu esses dois rivais em amistosos.
No caso da Hungria, o país europeu foi oponente brasileiro em dois Mundiais. O primeiro ocorreu justamente na época em que a equipe era considerada uma das melhores de todos os tempos, liderada por Ferenc Puskás.
Na Copa de 1954, os húngaros ganharam por 4 a 2 nas quartas de final de uma seleção brasileira que contava com Castilho, Djalma Santos, Nilton Santos, Didi e Julinho Botelho.
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O duelo ficou conhecido como A Batalha de Berna, devido à violência dos jogadores em campo, que resultou em três expulsões e uma briga generalizada que continuou até os vestiários.

Na edição de 1966, nova vitória europeia, dessa vez por 3 a 1. Tostão marcou o único gol brasileiro.
Além desses dois confrontos em Mundiais, o Brasil perdeu um amistoso por 3 a 0, em 1986, mas venceu outros dois: 5 a 3 em 1965 e 4 a 1 em 2004.
Com o fim daquela geração, no entanto, a Hungria não conseguiu formar novos jogadores à altura e foi perdendo espaço no cenário internacional.
Atualmente, ocupa a 39ª posição no ranking da Fifa e disputa a Liga B da Liga das Nações da Uefa. Tem falhado continuamente a se classificar à Copa do Mundo. A última participação ocorreu em 1986, quando foi eliminada na fase de grupos.
Por isso, não há previsão para um novo embate com a seleção brasileira em Mundiais.
O duelo contra outro rival que nunca perdeu para o Brasil em Copas, porém, é mais fácil ocorrer, já que Portugal está entre as melhores seleções do mundo e sempre presente nas grandes competições.
Portugal enfrentou o Brasil duas vezes em Mundiais. Em 1966, na Inglaterra, vitória europeia por 3 a 1, com dois gols de Eusébio e um de Simões. Rildo descontou.
O jogo resultou na eliminação da seleção brasileira ainda na fase de grupos e é lembrado pela violência dos zagueiros portugueses para marcar Pelé, que saiu de campo carregado.
Em 2010, na África do Sul, houve empate por 0 a 0, pela fase de grupos.
No confronto geral contra Portugal, no entanto, o Brasil leva ampla vantagem com 13 vitórias, 3 empates e 4 derrotas em 20 jogos.


