Nevasca histórica provoca mil colisões na Carolina do Norte, nos EUA – CNN Brasil

A tempestade de neve recorde na Carolina do Norte causou mais de mil colisões, incluindo duas mortes e um engarrafamento com mais de 100 veículos, segundo o governador local, Josh Stein, em uma coletiva de imprensa neste domingo (1º).

A quantidade histórica de neve também causou a interrupção de energia em mais de 10 mil casas e estabelecimentos em todo o estado.

Stein afirmou que as estradas continuam perigosas e provavelmente permanecerão em más condições nos próximos dias.

Algumas cidades da Carolina do Norte registraram maior nevasca em décadas, enquanto ainda se recuperavam da tempestade da semana passada.

Imagem aérea de carro atravessando floresta coberta de neve no Parque Estadual de Blauvelt em Orangetown, Nova York, EUA 27 de dezembro de 2025 • Mike Segar/Reuters

O fenômeno criou condições perigosas para viagens em estadas e pontes. Montanhas de neve, levadas por fortes ventos, bloquearam a entrada de bairros e veículos de emergência ficaram dificuldade para acessar algumas áreas do estado.

“Há um número significativamente maior de veículos nas estradas neste fim de semana em comparação com o anterior”, disse o Secretário de Transportes do Estado, Daniel Johnson. 

“Por causa disso, vimos vários acidentes rodoviários em todo o estado que eram completamente evitáveis.”

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a quantidade de neve acumulada no condado de Carteret varia entre 23 e 40 centímetros.

Ciclone bomba

As condições climáticas foram impactadas pelo ciclone bomba, uma tempestade de neve que se intensifica rapidamente e passa por uma queda significativa de pressão — uma das medidas da força de um sistema — em um curto período.

Esses sistemas costumam provocar ventos fortes, neve intensa e chuva, e o que está se formando neste momento ao largo da costa do Sudeste dos Estados Unidos não é diferente.

Para que uma tempestade seja classificada como ciclone-bomba, a pressão precisa cair pelo menos 24 milibares (uma unidade de pressão) em 24 horas ou menos. Tecnicamente, a queda exata necessária varia ligeiramente de acordo com a latitude do sistema, mas 24 milibares em 24 horas é o limite aceito.

Os ciclones-bomba geralmente se formam sobre os oceanos, onde o ar muito frio vindo do continente se choca com o ar mais quente sobre a água, mas ocasionalmente também podem se desenvolver sobre a terra. Eles são mais comuns no fim do outono, no inverno e no início da primavera.