Uma passageira de 72 anos morreu após cair da escada de um avião da LATAM durante o desembarque no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O acidente aconteceu na sexta-feira, 29 de maio. A vítima foi socorrida no local e levada para atendimento médico. Ela não resistiu e faleceu no domingo, 31 de maio.
Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro viajava no voo LA3785, que saiu de Ribeirão Preto e pousou na capital paulista. A mulher moradora de Ituverava seguia para uma comemoração familiar. Parentes informaram que ela planejava visitar a filha, que mora em Mato Grosso.
Queda ocorreu ao descer a escada do avião
A passageira perdeu o equilíbrio ao utilizar a escada de desembarque da aeronave. Equipes de solo prestaram os primeiros atendimentos ainda na pista. Uma ambulância foi acionada imediatamente para remover a vítima do local. Uma colaboradora da LATAM acompanhou todo o processo até a chegada da família ao hospital.
Testemunhas relataram que o incidente foi rápido. A escada é do tipo móvel, usada quando a aeronave para em posição remota. Não há detalhes oficiais sobre condições climáticas ou problemas mecânicos na estrutura no momento da queda.
Vítima passou por dois hospitais
Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro foi levada primeiro para a UPA Jabaquara. Ela permaneceu cerca de cinco horas no local. Depois, os médicos decidiram transferi-la para o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A paciente deu entrada com hematoma em partes moles intracranianas.
O quadro evoluiu de forma grave nas horas seguintes. Ela recebeu todos os cuidados médicos disponíveis. A morte foi confirmada por volta das 12h55 do domingo. A família foi informada durante o período de internação.
- A vítima tinha 72 anos e morava em Ituverava, interior de São Paulo
- Ela sofria de diabetes e hipertensão, segundo relatos do filho à polícia
- A viagem tinha como objetivo comemorar o aniversário da filha em Mato Grosso
- O voo LA3785 partiu de Ribeirão Preto e chegou normalmente em Congonhas
- Uma colaboradora da LATAM ficou ao lado da passageira até a chegada dos parentes
LATAM emite nota sobre o caso
A companhia aérea confirmou o incidente e lamentou o falecimento. A LATAM reforçou que seguiu todos os protocolos de atendimento previstos para situações como esta. A empresa disse ainda que adota medidas técnicas e operacionais para garantir a segurança dos passageiros.
A nota enviada à imprensa não detalhou possíveis causas da queda. A companhia limitou-se a informar que a passageira recebeu socorro imediato e acompanhamento contínuo. Familiares ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso.
Polícia investiga as circunstâncias
Agentes da Polícia Civil registraram a ocorrência no aeroporto. Peritos devem analisar as condições da escada e do piso no momento do acidente. A investigação busca esclarecer se houve falha operacional ou se o incidente teve causas exclusivamente médicas ou acidentais.
Parentes da vítima prestaram depoimento. Eles confirmaram as condições de saúde preexistentes de Maria da Glória. A autópsia deve trazer mais detalhes sobre a causa exata da morte. Até o momento, não há indiciamento de responsáveis.
Congonhas registra outros casos semelhantes
O Aeroporto de Congonhas já viveu situações parecidas no passado. Escadas móveis são usadas com frequência em voos que não utilizam ponte de embarque. A Infraero e as companhias aéreas reforçam treinamentos para equipes de solo, mas quedas de passageiros ainda ocorrem de forma eventual.
Especialistas em aviação civil recomendam atenção redobrada com idosos e pessoas com mobilidade reduzida. O uso de corrimãos e apoio extra durante o desembarque pode reduzir riscos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece normas específicas para esse tipo de operação.
Familiares lamentam a perda
Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro deixa marido, filhos e netos. Moradores de Ituverava descreveram a vítima como uma pessoa querida na comunidade. A viagem a Congonhas representava um momento de alegria familiar antes do desfecho trágico.
A família deve agora lidar com os trâmites funerários. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de São Paulo. O sepultamento deve ocorrer nos próximos dias na cidade natal da vítima.
O caso reacende a discussão sobre segurança em procedimentos de desembarque em aeroportos brasileiros. Autoridades e empresas do setor devem avaliar se novas medidas preventivas são necessárias para proteger passageiros mais vulneráveis.


