Sábado, 7 de novembro de 2026
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Mpox no Rio de Janeiro: Casos sobem e Ministério da Saúde compra 20 mil vacinas; veja sintomas

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Mpox no Rio de Janeiro: Casos sobem e Ministério da Saúde compra 20 mil vacinas; veja sintomas

Além disso, casos confirmados de mpox voltaram a subir na cidade do Rio de Janeiro, com 74 infecções registradas entre setembro e outubro de 2026. Dessa forma, O total representa um salto de sete vezes na comparação com o mesmo período do ano anterior e levou o Ministério da Saúde a autorizar a compra de até 20 mil doses da vacina para abastecer o Sistema Único de Saúde.

Com isso, O governo federal também liberou um lote extra de 2 mil imunizantes ao estado do Rio de Janeiro, elevando para 3,5 mil o montante enviado à região ao longo deste ano. Nesse sentido, apesar da pressão local na capital fluminense, o cenário brasileiro geral segue em patamar inferior ao de 2022: o país contabilizou 665 casos em 2026, marca 94% menor do que as mais de 10 mil infecções identificadas quatro anos antes.

Portanto, O avanço repentino dos números no território fluminense reacendeu dúvidas na população a respeito da letalidade da doença, das vias de transmissão e da disponibilidade das doses preventivas.

Em seguida, com o recebimento de novas doses da vacina contra a MPOX, enviadas pelo Ministério da Saúde, a cidade do Rio de Janeiro vai retomar a vacinação contra a doença para pessoas com 18 anos ou mais vivendo com HIV/Aids (CD4 < 200 cél). pic.twitter.com/nyrVz1qKv8

— Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (@Saude_Rio) November 6, 2026

Rio de Janeiro: Risco de morte pela doença e letalidade observada

A mpox pode provocar mortes, porém a ocorrência de óbito é considerada rara pelos especialistas. De acordo com as apurações, na maioria esmagadora dos diagnósticos, o quadro clínico manifesta-se de forma leve ou moderada, com regressão espontânea sem sequelas duradouras.

Por outro lado, O perigo eleva-se entre indivíduos com defesas biológicas enfraquecidas. Vale destacar que O grupo mais vulnerável reúne pessoas vivendo com HIV sem tratamento antiviral regular, receptores de órgãos transplantados e pessoas submetidas a quimioterapia contra o câncer.

Sendo assim, dados globais compilados pela Sociedade Brasileira de Infectologia apontam que a letalidade nos surtos recentes permaneceu abaixo de 1%. Além disso, índices maiores costumam ocorrer apenas em localidades carentes de estrutura hospitalar básica.

Vias de contágio, risco no beijo e transmissão respiratória

O vírus não se propaga pelo ar com a intensidade de patógenos como o sarampo. A rota primária de contágio exige contato direto com feridas cutâneas, secreções corporais ou mucosas de quem está infectado.

Gotículas respiratórias podem carregar o vírus em contatos cara a cara muito próximos e prolongados. Roupas de cama, toalhas e vestimentas compartilhadas também mantêm potencial infeccioso.

O beijo transmite o vírus da mpox. A presença de secreção na saliva e feridas ativas nos lábios, na gengiva ou na mucosa oral transfere a carga viral no contato direto.

A infecção não é catalogada como infecção sexualmente transmissível tradicional, mas a proximidade física das relações sexuais favorece amplamente a propagação cutânea. Qualquer pessoa exposta ao vírus pode adoecer, sem restrição a públicos específicos.

Manifestações clínicas e diferenciação da catapora

As erupções na pele despontam como a principal marca da infecção. As lesões costumam surgir uniformes em cada área do corpo, enquanto na catapora convivem feridas em estágios bastante distintos de maturação.

  • febre;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores musculares e corporais;
  • fadiga acentuada;
  • inchaço nos gânglios linfáticos, as conhecidas ínguas;
  • manchas avermelhadas que viram bolhas, formam pus e secam em crostas.

As marcas na pele podem surgir na face, no tronco, nas extremidades, na boca e na região genital. A confirmação do diagnóstico demanda exame laboratorial específico com coleta direta de material da ferida.

O ciclo da enfermidade costuma durar entre duas e quatro semanas. A transmissão só é interrompida quando as cascas caem integralmente e uma camada inédita e cicatrizada de pele recobre a lesão.

Cuidados clínicos e grupos com acesso à vacina no SUS

O tratamento convencional foca no controle analgésico e térmico, acompanhado de higienização das feridas para coibir contaminações bacterianas secundárias. O uso do antiviral tecovirimat fica restrito a ocorrências de gravidade extrema sob supervisão clínica estrita.

A vacinação contra a mpox pelo SUS é direcionada a grupos selecionados de maior vulnerabilidade imunológica. A prioridade máxima recai sobre pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico de sangue, que devem receber duas doses com intervalo de 28 dias.

  • pessoas que vivem com HIV com contagem de células CD4 inferior a 200 por milímetro cúbico;
  • usuários em acompanhamento com a profilaxia pré-exposição ao HIV;
  • profissionais de laboratório encarregados da manipulação direta de amostras do vírus mpox.

A imunização pós-exposição atende indivíduos que tiveram contato íntimo direto com casos confirmados ou suspeitos. A injeção deve ser aplicada prioritariamente nos primeiros quatro dias após o contato para conter a infecção, mantendo eficácia residual de mitigação de danos se administrada em até 14 dias.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás