Mendonça tem reunião de 2h30 com a PF e recebe relatório do caso Master

Redação
4 Min Read
Mendonça tem reunião de 2h30 com a PF e recebe relatório do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu-se por cerca de 2h30 com os investigadores da Polícia Federal que apuram a fraude no Banco Master. No encontro, iniciado às 17h desta segunda-feira (23/2), os delegados da PF apresentaram relatório sobre o andamento das apurações.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do STF, a PF apresentou a Mendonça um relato atualizado sobre o estágio das apurações do caso. “O encontro também serviu para apresentação à Polícia Federal da lista dos processos da Operação Compliance Zero e desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro”, diz nota.

O encontro foi o segundo entre Mendonça e investigadores, sendo o primeiro de maneira presencial. O detalhamento das investigações ajudará o ministro na definição dos próximos passos.

Mendonça assumiu a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro, com a saída de Dias Toffoli, após uma série de polêmicas.

Leia também


Saída de Toffoli da relatoria

  • Dias Toffoli anunciou a saída da relatoria do caso Master no STF, na noite dessa quinta-feira (12/2).
  • A decisão foi tomada após reunião com os 10 ministros para discutir relatório da Polícia Federal (PF).
  • Documento da PF cita mensagens encontradas em aparelhos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com menções a Toffoli.
  • O material é sigiloso e menciona negociações sobre um resort no Paraná ligado ao caso, o Tayayá.
  • Toffoli admitiu ser sócio do resort, mas negou relação com Vorcaro e familiares.
  • A decisão foi comunicada em nota assinada pelos 10 ministros, na qual disseram que, “considerados os altos interesses institucionais”, ficou acolhida a comunicação de Toffoli para deixar o caso.
  • A presidência do STF adotou providências processuais para extinguir a arguição de suspeição aberta após envio de relatório da PF.

Mendonça na relatoria

Como relator, o ministro autorizou a PF a adotar o fluxo ordinário de trabalho pericial na análise de cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.

O ministro ampliou o trabalho da PF nas apurações e permitiu a realização de diligências investigativas que não dependam de autorização judicial – como oitivas de investigados e testemunhas nas dependências da PF.

Caso Master: Mendonça tem reunião de 2h30 com a PF e recebe relatório - destaque galeria

Metrópoles

Ministro André Mendonça, do STF, em evento do Lide, em SP

1 de 5

Ministro André Mendonça, do STF, em evento do Lide, em SP

Crédito: Evandro Macedo/LIDE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça

2 de 5

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça

Reprodução/YouTube

O ministro do STF, André Mendonça

3 de 5

O ministro do STF, André Mendonça

Foto: TCE-SP

O ministro do STF André Mendonça

4 de 5

O ministro do STF André Mendonça

Igo Estrela/Metrópoles

Ministro André Mendonça em julgamento no STF

5 de 5

Ministro André Mendonça em julgamento no STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O relator ainda determinou que o material apreendido fique sob custódia da própria PF e manteve o sigilo dos autos e dos demais procedimentos relacionados à operação, aplicando o sigilo padrão, nível III. Um nível a menos que o sigilo de Toffoli.

As medidas atenderam a pedido da PF, que apontou a necessidade de distribuir as tarefas entre peritos habilitados, segundo critérios administrativos e técnicos, e apresentou considerações relativas ao planejamento operacional.

TAGGED:
Share This Article