Durante as agressões, o estudante Nicollas Lima Serafim levou golpes de faca e não resistiu aos ferimentos
Mãe e filho vão a júri por morte de estudante em frente a colégio de Anápolis
Mãe e filho, Maria Renata das Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos, acusados pela morte do jovem Nicollas Lima Serafim (foto em destaque), de 14 anos, em frente ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, em Anápolis, vão a júri na quarta-feira (22), às 8h30, no Fórum Novo do município, no bairro Parque Brasília. O crime aconteceu em fevereiro de 2024 e teria sido motivado por uma briga por ciúmes.
“Há cerca de um ano, a vítima G.S. namorava com a adolescente J.N., estudante do Ensino Médio no Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza. Informa que, devido à aproximação de sua namorada com o adolescente e colega de classe J.G. [irmão do réu e filho da ré], a vítima G.S., motivada por ciúmes, iniciou um desentendimento com J.G”, informa a peça.
De acordo com as investigações, o irmão mais velho do aluno, ao saber da briga, começou a trocar ofensas e ameaças contra G.S. até que, em fevereiro de 2024, foi com a mãe até a escola com martelo e faca. Eles chegaram a buscar o parente, mas quando seguiam de carro, decidiram parar o veículo.
“A denunciada Maria Renata parou o veículo, desceu com o martelo por dentro da blusa e o denunciado Kaio saiu com a faca escondida nas costas e por baixo da camiseta, acompanhados de J.G. Ato contínuo, informa que denunciada Maria Renata começou a tirar satisfação com as vítimas, instante em que J.G., o denunciado Kaio e as vítimas G. e Nicollas entraram em luta corporal”, narra o processo.
Durante as agressões, o estudante Nicollas Lima Serafim levou golpes de faca e não resistiu aos ferimentos. Além disso, os outros dois adolescentes ficaram feridos e foram encaminhados para uma unidade de saúde.
Os réus, Maria e Kaio Rodrigues Matos, respondem por homicídio e também por tentativa contra as outras duas vítimas. O júri será presidido pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende.
O Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa dos réus, mas mantém o espaço aberto.


