Mabel avisa Educação: ‘não negociamos com grevista’

Redação
By
4 Min Read
Mabel avisa Educação: ‘não negociamos com grevista’

Prefeito afirma que greve foi deflagrada por razões políticas e que só voltará a negociar com categoria após fim da paralisação

Mabel avisa Educação: 'não negociamos com grevista' (Foto: Prefeitura de Goiânia)

Mabel avisa Educação: ‘não negociamos com grevista’ (Foto: Prefeitura de Goiânia)

Em entrevista ao jornalista Diogo Luz, do Mais Goiás, na manhã desta quinta-feira (14), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que não vai se sentar para negociar com professores e servidores administrativos da Secretaria Municipal de Educação enquanto a categoria estiver em greve. A paralisação foi deflagrada no dia 12 de maio, depois de ter sido deliberada em assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintego) cinco dias antes.

  • Greve da educação: sindicato e SME divergem em números de adesão ao movimento em Goiânia

“Nós não fazemos acordo com gente em greve. Não negociamos durante a greve, não negociamos com grevista. Quando voltarem para trabalhar a gente senta [para negociar]. Essa vereadora Ludymila [ Ludmylla Morais, também presidente do Sintego] sabia o que estamos fazendo, dos investimentos programados, e fez a greve mesmo assim por uma questão política”, disse o prefeito.

  • Relembre: Trabalhadores da Educação de Goiânia entram em greve dia 12

O desembargador Maurício Porfírio Rosa, do Tribunal de Justiça de Goiás, determinou que, enquanto a greve estiver em andamento, pelo menos 70% dos servidores administrativos da Educação continuem no exercício de suas atividades. A prefeitura havia pedido proibição integral à greve, mas o desembargador negou o pleito.

1200 800 2026 05 14t153110 311 Mabel avisa Educação: ‘não negociamos com grevista’
Greve foi iniciada em Goiânia no dia 12 de maio (Foto: Divulgação)

Entre as principais reivindicações estão o plano de carreira dos administrativos, o pagamento das progressões, o reajuste do piso salarial dos professores, a data-base e a aplicação das leis do descongela e do enquadramento.

  • Relembre: Justiça determina manutenção de 70% dos servidores durante greve da educação em Goiânia

“Os administrativos são um problema que a gente reconhece que existe. Nós estamos estudando [uma solução], mas estamos tendo muita dificuldade para aumentar ainda mais as folhas de pagamento. O município está muito próximo do que se pode gastar hoje com folha salarial”, afirmou Mabel na entrevista ao Mais Goiás.

Investimentos em educação

O prefeito afirma que herdou um cenário de déficit de 10 mil crianças na lista de espera para a educação infantil, escolas e creches com estruturas precárias, algumas com mais de 40 anos sem reforma geral, e falta de servidores. Hoje, segundo ele, não há mais nenhuma criança sem acesso a creche.

A administração municipal afirma que, em 2025, destinou 25,31% do orçamento à educação, acima do mínimo constitucional de 25%, com R$ 1,7 bilhão aplicados na folha de pagamento. Ressalta também que cumpriu o piso salarial nacional dos professores e a data-base dos servidores administrativos.

Além disso, a gestão Mabel informa que encaminhou R$ 222 milhões diretamente às unidades escolares, adquiriu lousas eletrônicas para todas elas e concedeu auxílio de R$ 850 aos administrativos em julho, totalizando R$ 5,2 milhões.

Compartilhe