Lula reúne ministros para discutir medidas contra endividamento das famílias – O Globo

Redação
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Lula reúne ministros para discutir medidas contra endividamento das famílias – O Globo

Tema se tornou uma das principais preocupações do governo, a seis meses da eleição


O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

RESUMO

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GERADO EM: 07/04/2026 – 10:29

Lula Propõe Descontos de até 80% em Dívidas para Aliviar Famílias

O presidente Lula reuniu ministros no Palácio do Planalto para discutir medidas contra o endividamento das famílias, uma das principais preocupações a seis meses das eleições. O plano é lançar um novo programa de renegociação de dívidas, focando em modalidades caras como cartão de crédito e cheque especial. Lula busca descontos de até 80% nas dívidas, visando aliviar a pressão econômica sobre as famílias e melhorar a popularidade do governo.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto com ministros para discutir a adoção de medidas para reduzir o endividamento das famílias. Estavam previstas no encontro a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento), Luiz Marinho (Trabalho), Esther Dweck (Gestão), além do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.

O endividamento das famílias se tornou uma preocupação de Lula nas últimas semanas. O diagnóstico é que o problema tem prejudicado a popularidade do governo a seis meses da eleição.

Em 2022, o petista prometera uma saída para as famílias com dificuldades de lidar com dívidas, atacando os níveis recordes de endividamento do fim do governo de Jair Bolsonaro. Lançou o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, no início do mandato, em 2023, mas, passados três anos, com a escalada dos juros para conter pressões inflacionárias, os números estão nos mesmos níveis de 2022.

O auge do endividamento ocorreu em julho de 2022, quando a relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em 12 meses chegou a 49,9%, sem considerar o financiamento da casa própria. A taxa fechou aquele ano em 49%. Em janeiro de 2026, último dado disponível, foi de 49,7%. A parcela do orçamento familiar gasto com parcelas foi recorde: 29,3%.

O plano em discussão no governo e com bancos é ter, dentro de poucos dias, um novo programa de renegociação de dívidas em atraso, uma versão simplificada e de menor duração do Desenrola, focada nas modalidades mais caras do mercado: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia, como antecipou O GLOBO.

Durigan adiantou à colunista Míriam Leitão que busca descontos de até 80% na dívida com refinanciamento do restante. Ainda está em discussão se será imposta um teto para a taxa dos novos contratos, mas essa é a tendência, dizem executivos do setor financeiro, diante de garantias que devem ser dadas pelo governo.

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