Em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o desfile deste domingo (15/2) da Acadêmicos de Niterói retratou adversários políticos e opositores do petista. Primeira escola a entrar na Marquês de Sapucaí pelo grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro, a agremiação apresentou personagens inspirados nos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) em sua comissão de frente.
O elemento, batizado pela escola como “O amor venceu o medo”, representou os últimos anos da política nacional, com a saída e o retorno de Lula ao poder.
A comissão fez referência à eleição de Dilma Rousseff (PT) — sucessora de Lula — e a sua saída da Presidência, com a ascensão de Temer. Na apresentação, o emedebista foi representado puxando a faixa presidencial de Dilma.
Pouco depois, a coreografia do elemento colocava Lula entre grades, em referência à prisão do petista no âmbito da Operação Lava Jato. No lugar de Lula, no centro do elemento cenográfico da comissão de frente, surgia, então, um palhaço vestindo a faixa presidencial — personagem que, segundo a agremiação, representou Bolsonaro.
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A apresentação terminava com a soltura de Lula e o seu encontro com a atual primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.
A comissão de frente mostrou, também, Lula e o personagem que referenciava Bolsonaro discutindo, numa representação das eleições de 2022. A coreografia encerrava com uma encenação da posse de Lula no ano seguinte.
Estreante no grupo especial da folia carioca, a Acadêmicos de Niterói desfilou neste domingo contando a história de Lula, com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil“.
O enredo da agremiação fez referências diretas ao universo do PT. A letra reproduziu um dos gritos de guerra entoados pela militância (“Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”) e também mencionou, em duas passagens, o número de urna do partido.


