Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Lendas de Goiânia: a história da pessoa que pede carona no cemitério Santana e desaparece no meio do trajeto

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Lendas de Goiânia: a história da pessoa que pede carona no cemitério Santana e desaparece no meio do trajeto

Sobre o tema envolvendo Lendas de Goiânia, além disso, O cemitério Santana, que fica no bairro de Campinas e é um dos pontos de Goiânia mais visitados no feriado de Finados, é o local onde nasceu uma das lendas urbanas mais famosas a cidade: a do caroneiro fantasma. Dessa forma, diz a lenda que uma pessoa pede carona sob a alegação de que precisa muito desse auxílio e simplesmente desaparece do carro no meio do trajeto. Com isso, há quem tenha relatado ser um homem, uma mulher e até uma criança.

Nesse sentido, essa é uma das histórias que consta em uma pesquisa feita pelo historiador Luiz Felipe Pereira Nunes, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), e que reuniu 17 histórias sobrenaturais associadas a locais da capital. Portanto, O estudo foi apresentado em dezembro de 2024 reúne narrativas populares identificadas em depoimentos colhidos ao longo de mais de duas décadas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Lendas de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

Em seguida, O que chama atenção no caso do Santana é a mudança de identidade do suposto passageiro. De acordo com as apurações, na catalogação elaborada por Nunes, o caroneiro fantasma pode assumir três formas distintas. O local, entretanto, permanece o mesmo: a entrada do cemitério, na região de Campinas, em Goiânia. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Lendas de Goiânia nos últimos dias.

Por outro lado, para documentar a história, o pesquisador identificou registros em veículos como Diário da Manhã, Jornal Daqui e Curta Mais. Vale destacar que A presença da narrativa em diferentes publicações ajuda a demonstrar como o relato passou a circular entre os mistérios populares da cidade. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Lendas de Goiânia devem surgir em breve.

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Lendas de Goiânia: O que a pesquisa revela sobre o passageiro fantasma?

Lendas de Goiânia
Cemitério Santana, o mais antigo de Goiânia, inaugurado em 1940, é cenário da lenda urbana do passageiro fantasma, registrada em pesquisa da Universidade Estadual de Goiás (UEG). (Foto: Prefeitura de Goiânia)

Sendo assim, O levantamento de Luiz Felipe Pereira Nunes foi realizado no âmbito do mestrado profissional em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio da UEG. Além disso, O objetivo foi identificar lendas urbanas, localizar os espaços aos quais estão associadas e compreender sua relação com a memória da cidade. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Lendas de Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

Dessa forma, para isso, o historiador organizou os registros a partir de três informações: o lugar da narrativa, a entidade ou personagem mencionado e a fonte em que a história foi encontrada. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Lendas de Goiânia nos últimos dias.

Com isso, no caso do Santana, a entidade recebeu a classificação de caroneiro fantasma. A descrição reúne as possibilidades de homem, mulher e criança, sem estabelecer uma identidade única para o personagem.

A ausência de uma versão definitiva é uma característica importante do registro. A pesquisa permite identificar o que foi contado sobre o cemitério, mas não determina qual das histórias surgiu primeiro ou quem teria presenciado a suposta aparição.

O trabalho também utiliza conceitos relacionados à memória coletiva e ao patrimônio sombrio, expressão aplicada ao estudo de lugares associados à morte, ao sofrimento e a acontecimentos históricos.

O Cemitério Santana se enquadra nessa discussão por reunir sepultamentos antigos, personagens conhecidos da história de Goiás e narrativas populares que ultrapassaram sua função funerária.

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Cemitério Santana guarda histórias que vão além das assombrações

Túmulo no Cemitério Santana, em Goiânia, local que preserva parte da história da capital e reúne lendas urbanas sobre aparições sobrenaturais. (Foto: Acervo histórico)
Túmulo no Cemitério Santana, em Goiânia, local que preserva parte da história da capital e reúne lendas urbanas sobre aparições sobrenaturais. (Foto: Acervo histórico)

Inaugurado em 1940, o Santana está entre os espaços funerários mais antigos de Goiânia. Sua história acompanha os primeiros anos de consolidação da capital, construída para substituir a antiga sede administrativa do estado, na Cidade de Goiás.

O cemitério reúne sepulturas de pioneiros, autoridades, religiosos e famílias que participaram da formação da cidade. Seu conjunto arquitetônico e funerário foi reconhecido como patrimônio municipal em 2000.

Entre as personalidades sepultadas no local estão o ex-governador e ex-prefeito Iris Rezende e o primeiro prefeito de Goiânia, Venerando de Freitas Borges.

O Santana também preserva a memória de acontecimentos que marcaram a cidade. Um deles é a chacina da família Matteucci, ocorrida em dezembro de 1957, quando seis integrantes da mesma família foram assassinados em uma residência na Rua 74.

Os túmulos associados a esses personagens e acontecimentos continuam despertando interesse de visitantes, especialmente no período de Finados.

A trajetória do cemitério, portanto, oferece um contexto histórico concreto para compreender por que o espaço permanece presente nas narrativas populares de Goiânia.

  • Os três túmulos mais visitados no Cemitério Santana

Túmulo de Padre Pelágio está entre os mais procurados

Túmulos do Cemitério Santana, em Goiânia, local associado a histórias e lendas urbanas da capital. ( Foto: Reprodução TIK TOK)
Túmulos do Cemitério Santana, em Goiânia, local associado a histórias e lendas urbanas da capital. ( Foto: Reprodução TIK TOK)

Em reportagem publicada pelo Mais Goiás em novembro de 2024, o zelador e ex-coveiro Irineu Silva, que trabalhava no Santana havia mais de 20 anos, identificou três sepulturas especialmente procuradas pelos visitantes.

A primeira era a de Padre Pelágio Sauter, religioso conhecido pela atuação missionária em Goiás. Embora os restos mortais tenham sido transferidos para Trindade, o antigo local de sepultamento continuou recebendo pessoas movidas pela devoção.

“Muitos vêm ao túmulo dele na esperança de que ele ainda possa operar algum milagre. Outros vêm para prestar seus sentimentos e para renovar a fé. Cada um tem um motivo”, relatou Irineu à época.

O segundo local citado foi o túmulo da família Matteucci. O terceiro, o de Iris Rezende, que morreu em novembro de 2021.

Os depoimentos mostram outra dimensão do cemitério: além de cenário de histórias misteriosas, o Santana é procurado por pessoas interessadas na memória de familiares, acontecimentos históricos e figuras públicas.

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Outra lenda de Goiânia também envolve uma mulher pedindo carona

Túmulo de Iris no cemitério Santana recebe homenagens no dia de Finados (Foto: Jucimar de Sousa)
Túmulo de Iris no cemitério Santana (Foto: Jucimar de Sousa)

O caroneiro do Santana não é o único passageiro misterioso registrado na pesquisa da UEG.

O levantamento também identifica uma narrativa associada à antiga fábrica Leite Gogó, no Setor Fama. Nela, uma mulher vestida de branco apareceria pedindo carona nas proximidades do imóvel.

Outra versão da história relaciona a personagem a uma jovem que teria sido atropelada em frente à antiga fábrica.

As duas narrativas possuem elementos semelhantes, como a presença de uma figura desconhecida e o pedido de carona. A pesquisa, porém, registra locais e personagens distintos.

A mulher de branco integra o conjunto de histórias populares identificadas por Nunes e será tema de outra reportagem da série Goiânia Assombrada.

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Por que uma lenda urbana pode se tornar patrimônio cultural?

Entrada do Cemitério Santana, o mais antigo de Goiânia, inaugurado em 1940. O local é associado à lenda do passageiro fantasma, registrada em pesquisa da Universidade Estadual de Goiás (UEG). (Foto: Prefeitura de Goiânia )
Entrada do Cemitério Santana, o mais antigo de Goiânia, inaugurado em 1940. O local é associado à lenda do passageiro fantasma, registrada em pesquisa da Universidade Estadual de Goiás (UEG). (Foto: Prefeitura de Goiânia )

Ao estudar os relatos de Goiânia, Luiz Felipe Pereira Nunes propôs uma forma de documentar histórias que costumam ser transmitidas oralmente e que podem sofrer alterações ao longo do tempo.

O trabalho resultou na elaboração de um material voltado ao mapeamento das lendas, com a possibilidade de utilização em roteiros turísticos relacionados à memória e ao patrimônio sombrio.

A proposta não depende de comprovar a existência dos personagens sobrenaturais. O objeto da pesquisa é a própria circulação das histórias e sua ligação com espaços reconhecíveis da cidade.

No caso do Santana, a documentação permite identificar três versões de um mesmo personagem, os veículos em que o relato foi encontrado e o lugar associado à narrativa.

A história do passageiro fantasma se soma, assim, a outros registros sobre um cemitério que acompanha Goiânia desde seus primeiros anos.

O desconhecido que pede carona permanece no campo da lenda. Já o lugar onde a história se passa continua aberto à investigação histórica, à preservação patrimonial e à memória dos moradores da capital.

Esta reportagem integra a série Goiânia Assombrada, do Mais Goiás, sobre lendas urbanas registradas em pesquisa da Universidade Estadual de Goiás.

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Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás