O mundo do basquete está de luto. Morreu, nesta sexta-feira (17/04), aos 68 anos de idade, Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte da bola laranja. Conhecido como “Mão Santa”, o ex-jogador se recuperava de uma cirurgia recente e lutava contra as sequelas de um câncer no cérebro, diagnosticado no ano de 2011.
Oscar Schmidt apresentou um mal-estar e foi encaminhado às pressas para o Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, em São Paulo, onde morreu poucos minutos após receber atendimento médico. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-atleta, que informou que a despedida do ex-jogador “dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família”.
Confira a nota publicada pela assessoria de Oscar Schmidt:
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.
Carreira
Natural da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Schmidt começou sua trajetória no basquete com a camisa do Palmeiras, onde atuou de 1975 a 1978, tendo, inclusive, feito parte do elenco do primeiro título nacional do clube na modalidade. O Alviverde, fez questão de prestar sua homenagem ao ex-jogador, exaltando os feitos históricos de “Mão Santa” enquanto ele atuou profissionalmente.
Do Palmeiras, Oscar foi para o Sírio, de São Paulo, pelo qual atuou até 1982, quando se transferiu para o América do Rio. No mesmo ano, saiu do Brasil para atuar no basquete europeu. Primeiro, passou pela Itália, onde jogou por Juvecaserta e Pavia. Na sequência, desembarcou na Espanha para jogar pelo Forum/Valladolid.
Em 1995, Oscar retornou ao Brasil para atuar pelo Corinthians, que também prestou sua homenagem ao “Mão Santa” nas redes sociais. Do Alvinegro, foi para o Bandeirantes e, na sequência, se transferiu para o Mackenzie/Microcamp, ambos de São Paulo. Por fim, chegou ao Flamengo, onde chegou a atuar com o filho Felipe e se aposentou, no ano de 2003. O Rubro-Negro também homenageou o ex-atleta.
Seleção Brasileira
Segundo jogador que mais vezes vestiu a camisa da Seleção Brasileira, Oscar Schmidt ficou marcado pela medalha de ouro que a Amarelinha conquistou nos Jogos Pan-Americanos de 1987, nos Estados Unidos, derrotando o time da casa na decisão. O “Mão Santa” participou, ainda, de cinco edições das Olimpíadas, competição da qual é, até hoje, o maior pontuador, com 1.093 pontos.
Entre 1977 e 1996, Oscar Schmidt disputou 326 partidas com a camisa da Seleção Brasileira, tendo uma média de 23,6 pontos por jogo. Além do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, o “Mão Santa” também fez parte do elenco da Amarelinha que levou a medalha de bronze na Copa do Mundo de Basquete, em 1978.
Recorde e NBA
Com 49.973 pontos, Oscar é o segundo maior pontuador da história do basquete, ficando atrás apenas de LeBron James. Em 1984, o “Mão Santa” chegou a participar do draft da NBA, que ficou marcado por ter nomes históricos como Charles Barkley, Hakeen Olajuwon, John Stockton e Michael Jordan. O brasileiro foi selecionado pelo New Jersey Nets, atual Brooklyn Nets, mas optou por não assinar contrato.
Em 2013, Oscar foi introduzido ao Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga. Depois, fevereiro de 2017, foi homenageado pelo Brooklyn Nets durante a partida da equipe pela estadunidense. O ex-jogador recebeu uma camisa emoldurada da equipe com o número 14 às costas, que o brasileiro usou durante boa parte da carreira.


