Ato que pede justiça pelo cachorro Brutus movimentou ruas do parque Flamboyant, em Goiânia, na manhã de 12 de abril
Justiça pelo Brutus: ato pede punição a bombeiro que matou cão em Goiânia (Foto cedida com exclusividade ao Mais Goiás)
Centenas de manifestantes caminham pelas ruas do Parque Flamboyant, na manhã deste domingo (12), com faixas e cartazes que pedem justiça pelo cachorro Brutus, morto com um tiro na cabeça por um soldado do Corpo de Bombeiros em Goiânia na tarde do dia 5 de abril de 2026.
‘Sabemos que muitos cães como Brutus estão sendo assassinados por aí, é preciso que haja justiça’, disse uma manifestante com megafone em mãos. O grupo insiste que há provas suficientes de que o tiro disparado pelo bombeiro foi um ato criminoso deliberado, e não um gesto de legítima defesa – como ele chegou a alegar.

Como informou o Mais Goiás no dia 11 de abril, o bombeiro responsável pelo disparo voltou atrás na declaração inicial e admitiu que não sabe se foi mordido ou arranhado pelo cão. Ele também não consegue atestar qual animal teria sido responsável por lesões presentes em uma de suas pernas. A informação, confirmada ao Mais Goiás pela defesa do militar, consta em depoimento prestado por ele ao Grupo de Proteção Animal (GPA) da Polícia Civil.
Eduardo Moura, advogado do bombeiro, reforça que a lesão existe. “Não há contradição, a perna dele tem lesões. Se essas lesões foram provocadas pelo dente ou pela unha, ele não sabe dizer. Ele estava tenso, quem viu a perna dele sangrando foram os colegas da corporação. Não dá para saber se ele foi mordido ou arranhado e por qual dos cachorros”, disse ao Mais Goiás.

Suposto ataque no Serra Dourada
O suposto ataque teria ocorrido enquanto o soldado estava praticando exercícios no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Em depoimento no dia 8, o militar contou que cinco cachorros deixaram um local abandonado próximo ao local e avançaram contra ele. O número de animais também contradiz o primeiro depoimento do militar, que disse ter sido atacado por uma matilha de cerca de seis cães.

Segundo ele, ao ver os cães se aproximando, passou a correr de costas e chegou a acertar um dos animais com o celular para evitar um possível ataque. O militar contou que estava atordoado quando viu Brutus se aproximar, momento em que sacou a pistola e realizou o disparo.
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À PC, o soldado disse ainda que não tinha a intenção de ferir Brutus, mas de afugentar os cães com o disparo. O cachorro chegou a ser socorrido e encaminhado ao quartel da corporação, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Brutus era um cão comunitário, que, embora vivesse na rua, era cuidado por vários moradores da vizinhança;
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