Quarenta anos depois do primeiro filme da franquia, o quarto capítulo ainda busca o caminho para as telas. As conversas avançam, mas os protagonistas originais ainda não fecharam contrato.
A Paramount Pictures trabalha na sequência de Rush Hour, com Brett Ratner na direção. Jackie Chan e Chris Tucker, que viveram os detetives Lee e Carter nos três filmes anteriores, receberam uma proposta inicial que não aceitaram. O longa tem orçamento previsto em torno de US$ 120 milhões e gravações programadas para começar ainda em 2026.
Negociações salariais travam o projeto
Os atores recusaram uma oferta de US$ 8 milhões cada. Para comparação, ambos receberam cerca de US$ 20 milhões no terceiro filme, lançado em 2007. Fontes da indústria indicam que o estúdio pode aumentar o valor para fechar o acordo e manter o cronograma.
O impasse adiou o início das filmagens, que antes eram esperadas para o verão. Agora, o planejamento aponta para setembro ou depois. A produção deve ocorrer em locações na China, África e Arábia Saudita.
- Jackie Chan e Chris Tucker ainda não assinaram contrato
- Orçamento inicial definido em cerca de US$ 120 milhões
- Proposta recusada representava menos da metade do cache anterior
- Gravações adiadas para o segundo semestre de 2026

História da franquia e retorno de Ratner
O primeiro Rush Hour estreou em 1998 e faturou mais de US$ 244 milhões mundialmente. A sequência de 2001 e o terceiro capítulo de 2007 elevaram o total da bilheteria da trilogia para cerca de US$ 850 milhões. A química entre Chan e Tucker virou marca registrada da série de comédia de ação.
Brett Ratner dirigiu os três filmes anteriores. Ele voltou à Paramount com o projeto após um período afastado de grandes produções. O estúdio, agora sob controle da Skydance, aprovou o desenvolvimento do quarto longa no final de 2025.
O roteiro ainda passa por ajustes. Detalhes da trama permanecem em sigilo, mas a expectativa é manter o tom de buddy cop com cenas de ação e humor característicos da franquia.
Repercussão no mercado de Hollywood
O retorno de Rush Hour gera interesse entre fãs que pedem a sequência há anos. A ausência de confirmação dos dois atores principais, porém, gera incerteza sobre o futuro imediato do projeto. Produtores Arthur Sarkissian e Tarak Ben Ammar lideram o esforço para resolver as pendências.
Caso o acordo se concretize, o filme pode chegar aos cinemas em 2027 ou 2028. Executivos avaliam que o custo final pode subir se o estúdio elevar os salários para atrair Chan e Tucker. O longa representa uma aposta em uma propriedade intelectual conhecida e com apelo global.
O que muda para a produção
A Paramount distribui o filme, sem assumir integralmente os custos de produção e marketing. O projeto ganhou impulso após discussões internas no estúdio. Locais de filmagem em múltiplos continentes exigem logística complexa e coordenação internacional.
A equipe técnica ainda não está completamente definida. O foco atual permanece nas negociações contratuais com os protagonistas. Fontes próximas à produção afirmam que as conversas continuam ativas e que há otimismo em relação a um desfecho positivo.
O quarto capítulo de Rush Hour representa o retorno de uma das duplas mais populares do cinema de ação dos anos 1990 e 2000. Fãs acompanham o desenrolar das negociações nas redes sociais e em sites especializados. O próximo passo depende do acerto entre o estúdio, o diretor e os atores principais.


