Sobre o tema envolvendo UFG é condenada, *Com informações de Warlem Sabino*
Além disso, A Universidade Federal de Goiás (UFG) foi condenada a pagar R$ 4 mil em indenização por danos morais a uma ex-aluna trans da instituição, que foi chamada pelo nome de registro civil (nome morto) em vez do nome social durante uma cerimônia de formatura de teatro em 2022. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a UFG é condenada continuam sendo acompanhados com atenção.
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O nome civil da atriz e professora Mar Dias Rosa foi lido publicamente, embora o nome social estivesse registrado no sistema acadêmico desde 2021. Dessa forma, inicialmente, Mar entrou com um processo pedindo R$ 25 mil, mas a Justiça definiu o valor da reparação em R$ 4 mil.
“Estou feliz com o resultado. Com isso, não com o valor, mas com o simbolismo que isso carrega. Considero isso como um avanço para que a gente tenha mais jurisprudência”, afirmou Mar ao Mais Goiás.
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Constrangimento
Nesse sentido, segundo Mar, o fato de ter sido chamada pelo “nome morto” no momento da colação de grau causou constrangimento e gatilhos psicológicos. Portanto, isso porque, de acordo com ela, foi combinado previamente com a direção da universidade que a então estudante fosse identificada pelo nome social.
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A UFG reconheceu o erro de leitura no momento, mas argumentou que o equívoco foi corrigido prontamente e que, à época, o sistema não permitia emitir o diploma impresso com o nome social (veja nota abaixo). O caso tornou-se público em agosto de 2026, após a finalização das etapas processuais.
“Uma amiga minha percebeu o erro e foi até a oradora para pedir a correção. Não foi a UFG que reconheceu prontamente, foi uma amiga minha que pediu a correção. Também pedi atendimento psicológico e bati o pé que aquela situação marcou a minha piora psicológica, mas nunca consegui durante a universidade inteira”, conta.
Nota UFG
“A Universidade Federal de Goiás (UFG) informa que, a respeito de condenação por danos morais por não utilização de nome social de uma estudante em uma colação de grau, a sentença foi proferida em 01/10/2025 e transitou em julgado em 10/01/2026. O pagamento já foi efetuado pela União.
A UFG lamenta o ocorrido e reafirma como prioridade o respeito a cada pessoa e a todos os seus direitos. Ressalta-se que, ainda na cerimônia de formatura, ao identificar o erro, dois minutos após o chamamento incorreto, a equipe imediatamente realizou um pedido de desculpas e a aluna foi novamente convidada ao palco com o nome social.
Também é importante salientar que há mais de 10 anos a UFG tem desenvolvido uma série de políticas de ações afirmativas voltadas para a comunidade trans (transgêneros, transexuais e travestis). Destacam-se, entre elas: a utilização de nome social nos sistemas e documentos oficiais da Universidade; as cotas nos cursos de graduação e pós-graduação; as bolsas de moradia e assistenciais para estudantes trans e travestis em situação de vulnerabilidade social; além de campanhas e programas de conscientização voltados à visibilidade trans e combate à transfobia”.
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