Ary Mirelle responde a acusações de internautas por presente de R$ 300 mil ao marido João Gomes

Redação
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Ary Mirelle responde a acusações de internautas por presente de R$ 300 mil ao marido João Gomes

Bandeiras do Irã e EUA

Bandeiras do Irã e EUA – Zafer Kurt/shutterstock.com

Autoridades dos Estados Unidos voltaram a afirmar que não permitirão a entrada de “terroristas” no país, em declaração divulgada após um novo incidente envolvendo a delegação do Irã na Copa do Mundo. Parte da equipe iraniana foi retida para averiguações no aeroporto de Los Angeles na noite de ontem, logo após a primeira partida em solo norte-americano.

Um porta-voz do Departamento de Estado confirmou ao UOL a posição do governo, indicando que não será permitido que a seleção iraniana “abuse do sistema de vistos para infiltrar terroristas nos EUA sob falsos pretextos”. A manifestação oficial ocorreu em resposta a questionamentos da reportagem sobre o atraso na saída dos iranianos.

Entre os envolvidos na detenção estavam o atacante Mehdi Taremi e o auxiliar Saeid Alhouei. A Federação Iraniana de Futebol divulgou a ocorrência, mas não detalhou a duração do episódio nem as justificativas apresentadas ou como a situação foi resolvida.

Não é a primeira vez que as autoridades americanas empregam o argumento de risco de terrorismo e segurança nacional para justificar restrições contra o Irã. O contexto é incomum na história das Copas do Mundo, marcando a ausência de precedentes para um país anfitrião do torneio sediar a competição enquanto mantém tensões significativas ou está em conflito com um dos participantes. O UOL procurou o CBP, órgão de controle de fronteiras, mas não obteve retorno até a publicação.

Técnico da seleção iraniana descreve equipe como “oprimida”

O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, expressou sua grande frustração com as dificuldades impostas à delegação. Ele afirmou que, depois do empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, a equipe foi imediatamente orientada a se deslocar para Tijuana, no México, onde está baseada.

Ghalenoei criticou abertamente a organização, declarando que o “planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro”. Ele lamentou que a equipe não pôde chegar a Los Angeles dois dias antes do jogo, nem descansar na cidade após a partida, concluindo: “É por isso que digo que a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo”.

Adicionalmente, a federação iraniana reportou um novo obstáculo para o próximo jogo: o atacante Mehdi Torabi, que obteve um visto de entrada única nos Estados Unidos, agora precisaria de uma nova autorização para futuras partidas. O pedido já teria sido feito.

Contudo, ao ser questionado sobre possíveis pendências documentais, o porta-voz do Departamento de Estado reiterou ao UOL que “os vistos necessários para o Irã competir na Copa do Mundo, incluindo os de atletas e da equipe de apoio indispensável, foram emitidos”.

Regulamento da FIFA pode ter sido violado após incidentes com a delegação

A complicada situação da seleção iraniana, originalmente prevista para ficar baseada no Arizona e permanecer nos Estados Unidos para os jogos do Grupo G, pode implicar uma violação de dois artigos do regulamento da Copa do Mundo da FIFA. A gestão de vistos e a logística forçada desafiam as diretrizes da entidade.

De acordo com o colunista Rodrigo Mattos, do UOL, o Artigo 17 assegura a cada equipe o direito de disputar amistosos até cinco dias antes do início do torneio em um dos países-sede. O Artigo 18 estabelece que cada seleção deve chegar ao país-sede de sua primeira partida da fase de grupos também cinco dias antes da estreia. Nenhuma dessas condições foi cumprida no caso do Irã.

Ainda ontem, no Estádio de Los Angeles, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, visitou o vestiário iraniano para agradecer a presença da delegação. “Obrigado por estarem aqui. Eu sei pelo o que vocês passaram, eu entendo, mas vocês são mais fortes do que tudo. Vocês mandaram uma mensagem muito forte para o mundo inteiro”, disse Infantino aos jogadores e comissão técnica.

Infantino, que já foi um aliado político do ex-presidente dos EUA Donald Trump — a quem concedeu um prêmio da paz antes do conflito com o Irã —, havia se posicionado sobre as políticas restritivas de entrada dos americanos. Às vésperas da abertura dos jogos, o presidente da FIFA afirmou que a questão dos vistos e entradas é uma “decisão soberana dos chefes de Estado dos países anfitriões”.

Delegação do Irã retida nos EUA durante a Copa do Mundo

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